A Prefeitura de Florianópolis informou, nesta quarta-feira (13), que está ampliando a coleta seletiva de recicláveis para 36 ruas da Capital. O serviço passa a ser oferecido de porta em porta para mais 2.450 moradores.
Coleta seletiva passa a atender mais 36 ruas de porta em porta – Foto: PMF/Divulgação/NDO recolhimento porta a porta já foi estendido para 34 ruas nas últimas semanas e, na próxima terça-feira (18), com a inclusão da Servidão Guanibé e da Rua Humberto Rohden, o primeiro ciclo de ampliação da coleta seletiva será completo.
Antes de incluir uma rua no roteiro é feita uma vistoria técnica e operacional para que o caminhão compactador possa acessar e manobrar em condições de segurança para coletores e moradores.
Seguir“Atendemos todas as demandas possíveis, buscamos alcançar ruas que nunca tiveram coleta seletiva antes. Agora contamos com a participação das pessoas”, explica a gerente da Coleta Seletiva, Tamara Gaia.
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Como fazer a separação para a coleta seletiva
O que separar para a coleta seletiva – Foto: PMF/Divulgação/NDVidros devem ser levados até um dos mais de 90 PEVs (Pontos de entrega voluntária) instalados em Florianópolis.
Doação para associações
Em paralelo às metas ambientais, a ampliação da coleta seletiva também tem função social. A coleta seletiva é feita pela Prefeitura de Florianópolis há mais de 30 anos. Toda produção é doada para sete associações de triadores instaladas em Florianópolis. Os galpões de triagem sustentam 370 famílias.
A renda dos recicladores caiu até 70%, segundo a presidente da ACMR (Associação de Coletores de Materiais Recicláveis), Sarajane Rodrigues dos Santos.
“Neste momento temos que ser solidário às associações de pessoas que fazem a triagem dos descartados e que vivem um momento dramático”, comenta o secretário municipal do Meio Ambiente, Fábio Braga, que completa: “Já somos a capital que mais recicla, mas temos de correr para dar conta da meta lixo zero”, aponta ele.
Até 2030, Florianópolis pretende recuperar 60% dos recicláveis secos e 90% dos orgânicos que hoje vão para aterro sanitário.
Reflexos da pandemia
Com a pandemia, o desemprego de um lado e a falta de matéria-prima para embalagens de outro, as cidades passaram a enfrentar a coleta clandestina de materiais recicláveis. No momento em que os preços dos recicláveis dispararam, a entrega para coleta pública feita de porta em porta em Florianópolis sofreu redução em torno de 30%. Os caminhões da prefeitura fazem os roteiros, mas a carga diminui.
A SMMA (Secretaria Municipal do Meio Ambiente), que apoia as associações e a legislação nacional que preconiza a inserção dos catadores, alerta para o risco de crime ambiental.
Os condomínios que vendem materiais recicláveis assumem responsabilidades pelo destino desses resíduos. Em torno de 20% da coleta seletiva são rejeitos que, quando separados por clandestinos, são descartados de maneira irregular em qualquer ponto da cidade, criando riscos à saúde pública.
Para melhorar o desempenho da coleta seletiva, antecipa o superintendente de Gestão de Resíduos, Ulisses Bianchini, a SMMA irá ampliar o serviço para novas ruas, deverá dobrar a frequência em alguns bairros e implantar novas modalidades de coleta monomaterial de vidro e orgânicos.