As coletas de resíduos por empresas terceirizadas iniciou neste sábado (12), em Florianópolis, nos bairros afetados pela greve do Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis). O contrato das empresas com a Prefeitura é de prestação de serviços à população enquanto forem necessários.
Empresas terceirizadas farão a coleta de lixo enquanto Florianópolis precisar do serviço – Foto: Divulgação/PMF/NDO recolhimento iniciou em formato de mutirão nos pontos mais críticos da Capital: Lagoa da Conceição, Saco Grande, Monte Verde e Trindade. Ao todo, foram coletados 40 toneladas de lixo no sábado. Conforme forem regularizados o recolhimento de lixo na Capital, as empresas prestarão atendimento nos horários padrões que eram usados pela Comcap.
Florianópolis teve o recolhimento de resíduos afetado pela paralisação da Comcap, que acompanha a greve de servidores municipais da Educação, Saúde e Assistência Social iniciada nesta quarta-feira (9).
SeguirOs bairros do Leste, Centro e Sul da Capital, atendidos pela autarquia, deixaram de ter coleta de lixo por dois dias. Continente e Norte, que já eram atendidos por terceirizadas, seguiram regularmente com as coletas. A greve segue por tempo indeterminado em Florianópolis.
Reivindicações
O Sintrasem argumenta que os acordos coletivos foram descumpridos pela prefeitura e exige melhores condições de trabalho. No caso da Comcap, entre diversas queixas, o sindicato aponta que a primeira proposta de data-base do município “ataca cláusulas importantes, como a garantia de emprego e a proibição das terceirizações”.
Na área da saúde, servidores expuseram sobrecarga de trabalho, cancelamento de férias e ausência de valorização salarial ou reconhecimento por parte da atuação na linha de frente de combate à pandemia. Eles também reivindicam melhores condições de trabalho.
A categoria dos profissionais da educação exige o pagamento do piso salarial para professores da rede pública. Outra demanda é a transposição de auxiliares para o quadro do magistério e o cumprimento de acordo coletivo assinado pelo Sintrasem.
Por parte dos assistentes sociais, a principal queixa é o sucateamento dos locais de amparo à população vulnerável, como CRAS (Centro de Referência à Assistência Social), CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) e casas de acolhimento.