Na última semana foi resgatada uma tartaruga-verde na Beira-Mar de São José e entregue aos cuidados do Projeto Tamar Sul, localizado na Barra da Lagoa.
Devido à poluição existente na área, o animal elimina lixos como plástico, fios de nylon, barbante e tampas de garrafa pela fezes todos os dias. Mesmo assim, ele responde bem aos tratamentos fornecidos pelo projeto.
Animal tem chances de ser reabilitado com sucesso para voltar à natureza – Foto: Nilson Coelho/R3 Animal/Divulgação/ND“Infelizmente, é bastante comum encontrarmos tartarugas impactadas por resíduos. No caso dela, é um bom sinal que está conseguindo expelir os pedaços de plástico, esperamos que ela consiga eliminar todos os resíduos que a impactam”, disse o Gestor do Centro de Visitantes do Projeto Tamar, Daniel Rogério.
SeguirAlgumas tartarugas, segundo o veterinário, têm tanto plástico que não conseguem eliminá-lo e acabam morrendo.

Lixo encontrado nas fezes de tartaruga – Foto: Nilson Coelho/R3 Animal/Divulgação/NDA veterinária do Projeto Tamar, Joyce Bitencourt, conta que quando receberam o animal para o exame clínico ele apresentava-se deprimido, porém respondia aos estímulos.
“No dia seguinte já apresentava melhora da consciência e, no teste em recinto com água salgada, apresentou boa postura, com movimentos natatórios coordenados e reflexo respiratório adequado”, explica Bitencourt.
A veterinária ainda informou que o animal possui uma lesão na base da nadadeira frontal direita, que normalmente é causada por rede de emalhe para pesca.
Apesar de estar respondendo bem aos tratamentos, não há previsão exata para que possa voltar ao mar.
Como foi o resgate?
A tartaruga foi resgatada no dia 1º de junho pela ONG (organização não governamental) R3 Animal em um rancho de pesca na divisa entre Florianópolis e São José. Ela pesa 5,3 quilos e mede 36 centímetros de comprimento do casco.
Animal segue em reabilitação – Foto: Nilson Coelho/R3 Animal/Divulgação/NDA execução do resgate foi feita após o acionamento do PMP -BS (Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos). Apesar da equipe do projeto se restringir apenas a Florianópolis, o resgate foi feito na parte continental com o apoio do Instituto Australi, que é responsável pela área.