Como ficou manguezal após incêndio que destruiu área equivalente a 33 campos de futebol em SC

O território atingido pelo incêndio de grandes proporções é legalmente protegido como APP (Área de Preservação Permanente)

Foto de Richard Vieira

Richard Vieira Joinville

Receba as principais notícias no WhatsApp

O incêndio de grandes proporções registrado em 20 de outubro destruiu cerca de 23,4 hectares de vegetação de manguezal em São Francisco do Sul, no Norte catarinense — uma área equivalente a 33 campos de futebol, segundo levantamento da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

  • 1 de 3
    Área ambiental destruída equivale a 33 campos de futebol - @sao_chico-aereo/Reprodução/ND
    Área ambiental destruída equivale a 33 campos de futebol - @sao_chico-aereo/Reprodução/ND
  • 2 de 3
    Como era antes do incêndio área ambiental - Google Maps/Divulgação/ND
    Como era antes do incêndio área ambiental - Google Maps/Divulgação/ND
  • 3 de 3
    Incêndio no último dia 20 chamou a atenção de moradores - @sao_chico-aereo/Reprodução/ND
    Incêndio no último dia 20 chamou a atenção de moradores - @sao_chico-aereo/Reprodução/ND

Essa área afetada, situada entre o Canal do Linguado, próximo ao loteamento Maresol ao norte, e a restinga da Ilha do Monteiro ao sul, abriga arbustos e plantas típicas de manguezal.

O território é legalmente protegido como APP (Área de Preservação Permanente) pela Lei Federal nº 12.651/12, que defende ecossistemas frágeis, como os manguezais, devido à sua importância ambiental e à biodiversidade que abriga.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Origem do incêndio

A Secretaria de Meio Ambiente informou que, apesar dos esforços de análise, ainda não foi possível identificar o ponto exato de origem das chamas ou os responsáveis pelo incêndio.

Registros de satélite, porém, revelam que não é a primeira ocorrência de queimadas na região: em 2016, uma área semelhante já havia sido atingida pelo fogo.

O levantamento ainda aponta que, nos últimos anos, a região próxima ao loteamento Maresol e à Ilha do Monteiro passou por intervenções irregulares, algumas delas recentes.

Direção do vento no momento vai ajudar na identificação

Para auxiliar na apuração das causas, o órgão recomendou a análise dos dados sobre a direção e intensidade dos ventos no momento do incêndio, o que pode ajudar a rastrear o ponto inicial das chamas.

Intervenções irregulares

O órgão também reforçou a necessidade de identificar e fiscalizar imóveis que tenham realizado intervenções irregulares nas proximidades, aplicando as devidas sanções legais e exigindo a recuperação ambiental completa das áreas impactadas. Os dados serão encaminhados às autoridades competentes para a abertura de uma investigação criminal sobre o incidente.

Tópicos relacionados