Enquanto o governador Carlos Moisés segue na Escócia para a COP26 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climática), uma companhia de Joinville, no Norte de Santa Catarina, já mostra bons resultados ao aderir a alternativas sustentáveis de produção.
Companhia reduziu em 27% os custos de energia elétrica em dois meses – Foto: NDTV/ReproduçãoEm Glasgow, o Estado se comprometeu a reduzir as emissões de gases do efeito estufa e chegar à neutralidade até 2050. Para isso, as medidas devem ser tomadas por governos, organizações e empresas.
Uma dessas alternativas é justamente a troca por energia renovável. E a companhia Águas de Joinville é pioneira nisso.
SeguirHá cerca de seis meses, a companhia deixou de utilizar a usina de geração de energia a diesel e migrou para a energia do contrato livre. É a primeira empresa pública de saneamento de Santa Catarina a realizar esse processo.
Hoje, 91% do consumo de eletricidade do local vem da compra de energia renovável.
A companhia deixou de emitir, em dois meses, 1,7 mil toneladas de CO2 na atmosfera – Foto: NDTV/Reprodução“Para os outros 9% de energia que ainda não estão no mercado livre, nós temos projetos para geração distribuída. Por exemplo, com a utilização de energia solar nas unidades para abater da fatura da concessionária”, explica o engenheiro eletricista Felipe Rodrigues.
Benefícios para a economia
Ao mudar de energia convencional para fontes renováveis, a companhia deixou de emitir, em dois meses, 1,7 mil toneladas de CO2 na atmosfera, o equivalente ao plantio de cerca de 6 mil árvores.
Além disso, houve uma redução de 27% nos custos de energia elétrica, o que leva a crer que as alternativas sustentáveis são positivas também para o setor financeiro das empresas.
Em termos práticos, os números da companhia de Joinville representam uma economia de energia elétrica de mais de R$ 1 milhão.
“O benefício para o consumidor final é ter uma empresa de saneamento básico eficiente e sustentável, prestando esse serviço para a cidade”, completa o engenheiro Felipe Rodrigues.
*Com informações de Adriana Freitas, repórter da NDTV Joinville