Conchas ‘misteriosas’ aparecem no alargamento da praia de Balneário Camboriú; entenda

Obras de alargamento da Praia Central começaram no domingo (22), e com a nova areia, conchas "misteriosas" começaram a aparecer

Kassia Salles Itajaí

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Com as atenções voltadas para a Praia Central de Balneário Camboriú, moradores notaram um aumento no número de conchas na faixa de areia, especialmente a partir do último domingo (22), quando iniciou o alargamento da praia.

Conchas ‘misteriosas’ aparecem no alargamento da praia de Balneário Camboriú – Foto: Dariane PeresConchas ‘misteriosas’ aparecem no alargamento da praia de Balneário Camboriú – Foto: Dariane Peres

Mas por que isso acontece? O ND+ foi atrás da resposta. Segundo a secretária do Meio Ambiente de Balneário Camboriú, Maria Heloísa Lenzi, essas conchas são chamadas de “detrito biológico”.

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Ou seja, são “sobras” de animais como moluscos, que descartam suas conchas e caem no fundo do mar. Ela explica que essas conchas ficam na primeira camada do fundo do mar, justamente de onde a draga “suga” a areia que vai compor a praia.

Biólogos da prefeitura retiraram amostras das conchinhas para analisar esse detrito, e identificaram que realmente, os moluscos que as ocupavam não estão mais ali. Dessa forma, esse fenômeno não constitui impacto ambiental.

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Conforme a draga avança mais na jazida, a areia deve vir mais limpa. A draga Galileo Galilei tem capacidade de 18 mil metros cúbicos de areia em sua cisterna, mas nesta obra de Balneário Camboriú, cada viagem trará de 10 a 12 mil metros cúbicos. A redução no volume de areia por viagem se faz necessária pela pouca profundidade da enseada. Pelos cálculos dos engenheiros, serão quatro descargas da draga por dia.