Cúpula da Amazônia: US$ 100 bilhões para financiamento climático são insuficientes, diz Lula

Em discurso na Cúpula da Amazônia, Lula também afirmou que países em desenvolvimento com florestas tropicais devem pensar em remuneração por serviços ambientais

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Redação ND Florianópolis

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que os US$ 100 bilhões anuais prometidos, em 2009, pelos países ricos para o financiamento climático de países em desenvolvimento já não são mais suficientes. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (9) no segundo dia da Cúpula da Amazônia.

Presidente Lula discursou nesta quarta-feira (9), na Cúpula da Amazônia, em Belém (PA)Presidente Lula discursou nesta quarta-feira (9), na Cúpula da Amazônia, em Belém (PA) Foto: Ricardo Stuckert/PRFoto: Ricardo Stuckert/PR

“Desde a COP 15, o compromisso dos países desenvolvidos de mobilizar US$ 100 bilhões  por ano em financiamento climático novo e adicional nunca foi implementado. Esse montante já não corresponde às necessidades atuais. A demanda por mitigação, adaptação e perdas e danos só cresce”, discursou.

Países em desenvolvimento querem remuneração por serviços ambientais

Lula ainda afirmou que países em desenvolvimento com florestas tropicais deverão criar alternativas econômicas para a população ao mesmo tempo em que preservam a biodiversidade local, como a remuneração por serviços ambientais.

O objetivo é levar os temas para discussão em fóruns internacionais sobre meio ambiente e mudanças climáticas.

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Uma delas é trabalhar pela definição de um conceito internacional de sociobioeconomia, que permita a certificação de produtos das florestas e geração de emprego e renda. Outra frente, segundo Lula, é criar mecanismos para remunerar “de forma justa e equitativa” os serviços ambientais que as florestas prestam o mundo.

Presidentes oito países da Cúpula da Amazônia assinam Declaração de Belém

Os presidentes dos países amazônicos assinaram na terça-feira (8) a Declaração de Belém, durante o primeiro dia da Cúpula da Amazônia. O documento consolida a agenda comum entre os oito países signatários do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) para a região.

A declaração por Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.

O documento apresenta os pontos consensuais tendo por base “aportes da sociedade civil” destacados durante o Seminário sobre Desenvolvimento Sustentável da Amazônia, que ocorreu no mês de maio em Brasília, e de órgãos do governo federal.

A Declaração de Belém contém 113 objetivos e princípios transversais, compromissados pelos países signatários. A OTCA exercerá papel central na execução da nova agenda de cooperação amazônica.

*Com informações da Agência Brasil

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