Desastres naturais: Vale do Itajaí foi uma das regiões mais afetadas no Brasil em 2023

Estudo feito pelo Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), com base nos dados de 2023, apontou 3 ocorrências por dia no Brasil

Karina Paza Chapecó

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No ano de 2023, o Brasil enfrentou o maior número de ocorrências em desastres naturais, conforme pesquisa do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais).

Foram registrados 1.161 incidentes, sendo 716 de origem hidrológica e 445 casos geológicos. A média revelou três desastres socioambientais por dia, sendo que a região do Vale do Itajaí foi um das mais afetadas no período.

Rio do Sul é uma das cidades do Estado que mais sofrem com os desastres naturais. Rio do Sul é uma das cidades do Estado que mais sofrem com os desastres naturais – Foto: Rio do Sul do Alto/Divulgação/ND

Os dados do Cemaden indicam também que a temperatura média global em 2023 aumentou significativamente, ficando 1.45 ºC acima dos níveis registrados na era pré-industrial (1850-1900).

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Essa elevação na temperatura tem várias consequências, conforme mencionado pelo órgão.  A  intensificação das chuvas e enxurradas, ciclones extratropicais, prejuízos econômicos e até mesmo mortes, estão entre elas.

De acordo com o estudo, os piores impactos dos desastres naturais aconteceram nas regiões metropolitanas situadas na faixa leste do país.

Entre os locais mais afetados estão o Vale do Taquari (RS), Petrópolis (RJ), São Paulo (SP), Manaus (AM) e o Vale do Itajaí (SC). Este cenário destaca a urgência de medidas eficazes para enfrentar as ocorrências no país.

Desastres no Vale do Itajaí são frequentes há décadas

Recentemente, o Governo do Estado de Santa Catarina anunciou um programa “anti-desastres” baseado em estudos japoneses que já estão sendo feitos no Vale do Itajaí.

Casa cheia de entulhos na frente após chuvas intensas no Vale do ItajaíPrejuízos causados pelas enchentes no Vale do Itajaí  – Foto: Gabriela Szenczuk/NDTV

Defesa Civil catarinense  pretende utilizar esses estudos nas maiores bacias hidrográficas do Estado.

A informação foi confirmada pelo secretário da Defesa Civil de Santa Catarina, Fabiano de Souza, coronel do Corpo de Bombeiros Militar, em entrevista ao Grupo ND.

Conforme o secretário, os estudos serão convertidos em medidas práticas para prevenção de desastres em Santa Catarina.

“A gente precisa alertar e fazer com que a população se prepare. É preciso expandir a nossa rede de monitoramento e a nossa expertise para o monitoramento hidrometeorológico”, pontuou.

Alagamentos e enxurradas no Oeste catarinense

A região Oeste catarinense também tem sido afetada com temporais enxurradas e inundações.

Ruas alagadas em Concórdia após chuvas intensas no Oeste de SCNa quarta-feira (17), diversos alagamentos foram registrados em Concórdia e as ruas ficaram interditadas  – Foto: Divulgação/ND

Na quarta-feira(17), diversos alagamentos foram registrados em Concórdia, Xanxerê, Ponte Serrada e Lindóia do Sul. Casas, empresas e ruas foram interditadas.

Nessa região, as principais bacias hidrográficas que devem receber o projeto do governo estadual são as do Rio Peperi-Guaçu, Rio das Antas, Rio Chapecó, Rio Irani, Rio do Peixe e Rio Jacutinga.

Mortes no Brasil nos últimos anos

Nas últimas duas décadas, os desastres ambientais no Brasil resultaram na perda de 4.255 pessoas, enquanto 8 milhões foram desabrigadas, revela o levantamento da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. Os prejuízos acumulados chegam a quase R$ 500 bilhões.

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