Dados do Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), divulgados nesta sexta-feira (05), apontam que o desmatamento na Amazônia caiu pela metade em 2023. O resultado do estudo aponta que a degradação do bioma é a menor desde 2018.
Quase metade do desmatamento da Amazônia em 2023 foi feito no Pará Foto: FLORIAN PLAUCHEUR/AFP/REPRODUÇÃO/NDPor outro lado, o desmatamento no Cerrado subiu 43% no ano passado, tornando-se o maior índice da série histórica do levantamento da plataforma Deter nesse bioma, que começou em 2018-2019.
Desmatamento na Amazônia cai pela metade em 2023
No ano passado, a área com alertas de desmatamento na Amazônia Legal foi de 5.152 km², em contraste aos 10.278 km² registrados em 2022.
SeguirNúmeros do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), que é considerado o sistema mais preciso para medir as taxas anuais, divulgados em novembro passado, já apontavam essa queda.
Essa queda no desmatamento na Amazônia, de agosto de 2022 a julho de 2023, representa baixa de 133 milhões de toneladas de gás carbônico (CO2) que seriam liberados na atmosfera.
Pará apresenta os piores números
Entre os estados que compõem a Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e uma parte do Maranhão), o Pará foi o que mais desmatou em 2023, com 1.903 km². Na sequência, aparece Mato Grosso, com 1.408 km², e Amazonas, com 894 km².
Cerrado
Queimadas em área de cerrado do município de Alto Paraíso (GO) – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/NDNo cerrado, o panorama é diferente. Pelo quarto ano consecutivo, o bioma apresenta aumento no número de desmatamento da vegetação. Só no ano passado, a área desmatada foi de 7.828 km² (dados até 29 de dezembro de 2023). Esse é o maior índice desde o começo das observações do Deter no bioma.
Queda em números gerais
Se somadas as áreas de Cerrado e Amazônia, a perda de vegetação chegou a 12.979,8 km², registrando queda de quase 18% em relação a 2022, ano em que a taxa foi de 15.740,5 km².
Os dados divulgados nesta sexta-feira são do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Inpe, que produz sinais diários de alteração na cobertura florestal para áreas maiores que 3 hectares.