Desmatamento da Mata Atlântica em SC cai 86% com ajuda de tecnologia

Pesquisa publicada pelo Atlas da Mata Atlântica revela queda nos índices de desmatamento em SC; tecnologia tem sido grande aliada nas fiscalizações

Foto de Deny Campos

Deny Campos Florianópolis

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Na próxima segunda-feira (27) é o Dia da Mata Atlântica e uma pesquisa publicada pelo Atlas da Mata Atlântica revela significativa redução nos índices de desmatamento no Brasil. Em Santa Catarina, a queda foi de 86%, percentual mais expressivo do que a média nacional, de 27%.

Mata AtlânticaPesquisa aponta redução de 86% no desmatamento da Mata Atlântica em Santa Catarina – Foto: Adrio Centeno/IMA/Reprodução/ND

De acordo com a pesquisa, entre 2022 e 2023, Santa Catarina foi o Estado que mais reduziu o desmatamento, seguido por Paraná (78%) e Minas Gerais (57%).

Mata AtlânticaQueda no desmatamento está ligada à intensa fiscalização e aos investimentos em tecnologias no Estado – Foto: Floram/Divulgação

 Tecnologia é aliada na fiscalização

Segundo a presidente do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina, Sheila Meirelles, os resultados estão ligados à intensa fiscalização e aos investimentos em tecnologias. Um deles é o Simad (Sistema Integrado de Monitoramento e Alertas de Desmatamento), que auxilia na fiscalização.

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“O sistema tem contribuído através dos seus alertas para que o serviço de fiscalização possa atuar contra os crimes de desmatamento ilegal no Estado”, explica.

Sistema monitora a cobertura vegetal em SC

O sistema utiliza imagens de satélite para comparar locais da Mata Atlântica em diferentes períodos. Ele mostra o histórico da vegetação do local e aponta se supressões vegetais possuem autorizações ou são clandestinas.

As imagens orbitais de alta resolução ajudam a monitorar a cobertura vegetal em Santa Catarina periodicamente.

Sistema auxilia na preservação da Mata AtlânticaSistema utiliza imagens de satélite para fiscalizar desmatamentos na Mata Atlântica em SC – Foto: PMSC/Divulgação/ND

O sistema avalia mosaicos com até 4,7 centímetros de resolução, fornecidos por um programa em parceria com o governo da Noruega. Os alertas são gerados por um software, sem custos para o Estado.

A análise inclui autorizações de supressão de vegetação, informações do IMA, Ibama e outras entidades, histórico de uso do solo e dados do Cadastro Ambiental Rural.

De acordo com o  secretário de Meio Ambiente e Economia Verde, Ricardo Guidi, o Estado possui 38% de floresta nativa do Bioma Mata Atlântica e os investimentos em ferramentas tecnológicas são essenciais para a proteção deste valioso ativo ambiental.

“São informações que baseiam as tomadas de decisões e formulação de políticas públicas de conservação e uso sustentável das florestas. Só preservamos aquilo que conhecemos, então, a geração de informações é fato primordial na conservação do Bioma Mata Atlântica em SC”, afirma o secretário.

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