Despoluição do rio Araújo, em São José e Floripa, deve durar dois anos

Na semana passada, foi criado um grupo de trabalho responsável por cuidar dos detalhes sobre os trabalhos no manancial

Marcela Ximenes São José

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A despoluição do rio Araújo está mais próxima de ser iniciada após anos de discussões sobre a responsabilidade da limpeza e conservação do manancial que atravessa alguns bairros de São José, como Bela Vista, Barreiros e Campinas, e Jardim Atlântico, em Florianópolis. A limpeza do manancial deve levar dois anos.

Rio Araújo, que banha Florianópolis e São José, será despoluído – Foto: Daniel Pereira/PMSJ/NDRio Araújo, que banha Florianópolis e São José, será despoluído – Foto: Daniel Pereira/PMSJ/ND

Na semana passada, numa reunião pública com as entidades direta e indiretamente ligadas à preservação do rio, ficou definido um grupo de trabalho que tratará sobre a despoluição do manancial.

No próximo dia 21, o grupo formado pelo Ministério Público e Vara da Fazenda Pública em São José, órgãos da prefeitura local, Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento), Câmara de Vereadores e representantes da sociedade civil se reunirá para definir o cronograma de trabalho.

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Com 5,3 quilômetros de extensão, o Araújo tem cinco nascentes, todas conservadas. O problema começa quando o rio se aproxima de residências, fábricas, postos de gasolina e demais poluidores. No seu leito há efluentes, óleos e todo tipo de resíduos domésticos e entulhos.

Etapas da limpeza

O programa SOS rio Araújo foi aprovado em junho e prevê a despoluição do manancial e a conservação após a sua recuperação. A estimativa é de que o processo que deixará o rio livre da poluição deve durar dois anos.

Inicialmente a Secretaria de Infraestrutura de São José fará o desassoreamento do rio e após a limpeza será feito o trabalho de fiscalização em toda margem do rio.

O Ministério Público, que há anos busca que os entes responsáveis tomem providências, quer que os órgãos fiscalizadores realmente fiscalizem e autuem quem polui o rio Araújo. A Casan, por exemplo, deve fiscalizar se os imóveis têm ligação com a rede de esgoto e não estão despejando efluentes no curso do rio.

Colaboração de todos

Para o vereador que criou o SOS Araújo, Edilson Vieira, a educação e conscientização ambiental fazem parte da manutenção da vida no Araújo. De acordo com ele, foram impressos materiais educativos que serão distribuídos em escolas de ensino fundamental de São José.

“A criança leva o material para a casa e mostra para os pais o quanto a poluição do rio faz mal para todos”, diz.

O vereador aponta que a despoluição do manancial dará vida nova à Beira-Mar de São José, que recebe a poluição do Araújo. “Poderemos voltar a ter balneabilidade”, acredita Vieira.

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