Dia Internacional para Preservação da Camada de Ozônio: dor na pele e no bolso

16 de setembro é o Dia Internacional de Preservação da Camada de Ozônio, cuja destruição causa problemas de saúde e na economia

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Redação ND Florianópolis

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Em tempos de eleições, o meio ambiente é um dos temas que mais preocupam os eleitores e a opinião pública. Perde para questões como a Economia, mas é pauta certa em qualquer programa de governo, conforme tem sido visto na campanha. O assunto ganha destaque nesta sexta-feira (16), Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio.

Emissão de CO2: poluição é a maior inimiga da camada de ozônio que nos protege das radiações solares – Foto: Pexels/NDEmissão de CO2: poluição é a maior inimiga da camada de ozônio que nos protege das radiações solares – Foto: Pexels/ND

Nessa data, alguns países assinaram o Protocolo Montreal, em 1987. A ideia central é a “conscientização sobre a importância dessa camada e as formas para evitar a sua destruição.”

O assunto tão falado se refere a uma cobertura de gás ozônio presente na estratosfera, a cerca de 25 km de altitude. Ela protege o planeta das radiações ultravioletas prejudiciais a todos os seres vivos. Significa que sem ela a vida como conhecemos não seria possível no planeta.

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Essa camada absorve 90% dessas radiações, mas ela é frágil e sujeita às condições do planeta. A poluição é a grande inimiga da camada de ozônio, pois ela age justamente reduzindo essa proteção. O resultado são os chamados “buracos”, e a as vítimas são os seres que habitam a terra.

Em 2015 um levantamento da Universidade de Leeds, na Inglaterra, afirmou que desde que foi assinado o Protocolo de Montreal, em 1987, o buraco da camada de ozônio diminuiu seu ritmo de expansão e está sob controle. A expectativa é que a partir de 2050 o buraco volte aos níveis em que se encontrava antes da ação do homem. Em 2019, a NASA (Agência Espacial Americana) anunciou que o tamanho registrado do buraco na camada de ozônio era o menor desde que foi descoberto, em 1985. No entanto, segundo a agência, essa redução não se deve ao impacto de medidas internacionais para conter a degradação do ozônio, mas a um fenômeno climático incomum na Antártica. Desde 2000, os níveis de clorofluorcarbonos vêm caindo, mas ainda são altos o suficiente para produzir destruição significativa no ozônio. Ainda de acordo com a NASA, a expectativa é que o buraco continue a diminuir nos próximos anos, mas o retorno ao nível em que ele estava em 1980 só vai acontecer por volta de 2070. – Foto: Divulgação/NASAEm 2015 um levantamento da Universidade de Leeds, na Inglaterra, afirmou que desde que foi assinado o Protocolo de Montreal, em 1987, o buraco da camada de ozônio diminuiu seu ritmo de expansão e está sob controle. A expectativa é que a partir de 2050 o buraco volte aos níveis em que se encontrava antes da ação do homem. Em 2019, a NASA (Agência Espacial Americana) anunciou que o tamanho registrado do buraco na camada de ozônio era o menor desde que foi descoberto, em 1985. No entanto, segundo a agência, essa redução não se deve ao impacto de medidas internacionais para conter a degradação do ozônio, mas a um fenômeno climático incomum na Antártica. Desde 2000, os níveis de clorofluorcarbonos vêm caindo, mas ainda são altos o suficiente para produzir destruição significativa no ozônio. Ainda de acordo com a NASA, a expectativa é que o buraco continue a diminuir nos próximos anos, mas o retorno ao nível em que ele estava em 1980 só vai acontecer por volta de 2070. – Foto: Divulgação/NASA

Doenças

De acordo com as Nações Unidas, em seu “Programa Para o Meio Ambiente”, a perda de 1% da camada de ozônio causou o surgimento de pelo menos 50 mil novos casos de câncer de pele. O crescimento é diretamente proporcional. Além disso, os raios ultravioletas atacam o sistema imunológico, desencadeando problemas como o envelhecimento precoce e deficiência de visão.

Assim, se a Economia é um tema que preocupa tanto os eleitores, gastos governamentais com a saúde, por exemplo, poderiam ser amenizados. Para isso, bastaria um cuidado especial com o meio ambiente, o que não é segredo. Mas serve para elevar o tema a um patamar mais importante, senão para os eleitores, pelo menos para aqueles que governam o país.

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