A presença de resíduos poluentes nas águas do Rio Criciúma deu início à uma ação envolvendo a Diretoria Municipal do Meio Ambiente e a Defesa Civil. O projeto se chama Ecobarreira e tem a finalidade de realizar o posicionamento de barreiras em vários pontos do rio.
Segundo a diretora de Meio Ambiente, Anequésselen Bitencourt Fortunato, essas barreiras são importantes, pois ‘seguram’ o lixo jogado no rio e permitem com que, posteriormente, a equipe da prefeitura faça o recolhimento sem maiores danos ambientais.
As barreiras, ainda conforme a diretora, foram construídas com materiais recicláveis, como corda, rede e garrafas pets, obtidas pela Acicra (Associação Criciumense de Catadores).
Seguir“Nosso foco nesse projeto é a preservação ambiental, assim decidimos construir as barragens com recursos recicláveis. Essa escolha foi decidida na finalidade de reaproveitarmos os materiais, evitando utilizar novos recursos naturais para a realização do projeto”, ponderou.
Lixo nos rios
De acordo com o diretor da Defesa Civil de Criciúma, Fred Gomes, os resíduos poluentes encontrados com mais frequência nas águas, geralmente são os sacos e sacolas plásticas e garrafas pets. Ele também informou que algumas ecobarreiras já foram instaladas em locais estratégicos.
“Através de monitoramentos realizados em diversos pontos do município, essas ecobarreiras confeccionadas pelos agentes da Defesa Civil já começaram a ser posicionadas nos pontos de maior vazão de águas. Assim, barrando e evitando que os resíduos poluentes não saiam da superfície do leito do rio prejudicando ainda mais o meio ambiente”, explicou.
Inovação na região
Anequessélen também ressalta que as atividades de monitoramento e construção das ecobarreiras torna-se mais uma inovação para Criciúma. “Com os métodos inovadores no desenvolvimento deste projeto, estamos protegendo os recursos naturais, além de contribuirmos cada vez para a melhorar o meio ambiente presente em nossa região”.