O IMA (Instituto do Meio Ambiente) vai monitorar de perto os impactos ambientais decorrentes do derramamento de ácido sulfônico na Serra Dona Francisca, em Joinville. Equipes responsáveis se deslocaram para o local para fazer o monitoramento do meio ambiente e ajudar na contenção e limpeza do material derramado.
Derramamento de ácido sulfônico ocorreu após acidente envolvendo caminhão na Serra Dona Francisca – Foto: Divulgação/IMA/NDDiferentes equipes mobilizadas
O governo do Estado mobilizou equipes da Polícia Militar Ambiental, Polícia Militar Rodoviária, Instituto do Meio Ambiente e a Secretaria de Proteção e Defesa Civil para monitoramento da área.
O acidente aconteceu na segunda-feira (28), após o caminhão colidir no barranco da curva do Mirante, próximo ao Km 14 da SC-418. Com o impacto, teve derramando de ácido sulfônico, que atingiu o Rio Seco. Algumas medidas já foram adotadas, como fechamento do acesso para não captar água do rio.
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Equipes do IMA farão constante acompanhamento para medir a extensão do dano ambiental e adotar medidas para minimizar os efeitos do ácido sulfônico – Foto: Divulgação/Polícia Militar Ambiental/NDO objetivo do IMA é avaliar a extensão do dano, juntamente com a Polícia Militar Ambiental, levantando todo o panorama do impacto no meio ambiente na região.
A Defesa Civil de Santa Catarina também encaminhou mensagens direcionadas para Araquari e Joinville orientando a população para diminuir o consumo de água, tanto humano quanto animal. O órgão está está trabalhando em conjunto com a Prefeitura de Joinville.
De acordo com informações do IMA, a empresa responsável pela carga tem seguro ambiental e está fazendo o transbordo do que sobrou do produto, a contenção e a limpeza. Por ser à base de detergente, o derramamento gerou muita espuma.
Diretor do IMA fala sobre o acidente
O diretor de Controle e Passivos Ambientais do IMA, Fábio Castagna da Silva, explica as ações imediatas e projeta o monitoramento que será necessário nos próximos dias na região:
“Com o acidente ocorrido, nós percebemos que houve uma contaminação ambiental, houve o derramamento de um produto que é denominado perigoso, então ele é nocivo não só pro ser humano, mas também ao meio ambiente.
Este monitoramento são análises ambientais que serão executadas no solo, no rio e por toda extensão da área do acidente. Esse monitoramento também é temporal para que a gente perceba como vai acontecer a evolução e a dissipação desse produto perigoso”, disse.
De acordo com o diretor, a orientação básica para a população é de que não tenha contato com essa água, pois é um produto perigoso que adentrou os cursos hídricos.
“O monitoramento vai ocorrer ainda por diversos dias, então, nós precisamos entender o comportamento desse material ao longo do tempo”, alerta.
Ainda segundo Silva, não vai ser uma dissipação instantânea e por esse motivo é importante que em um prazo razoável não haja contato com essa água.
“Na prática, onde ocorreu o acidente, nós vamos fazer a remoção de todo esse material residual. Aquilo que atingiu o curso hídrico ainda vai levar um longo período de monitoramento pra gente entender o impacto desse produto no ecossistema local”, finaliza.