A Ajin (Associação de Proprietários e Moradores de Jurerê Internacional) descobriu as espécies das árvores mortas numa área adotada pela associação no bairro nobre da Capital.
Empresa descobre espécie das árvores mortas – Foto: Leo Munhoz/NDAcionada pela Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente), a Ajin contratou um estudo da empresa Arboran, que foi entregue na sexta-feira (4) e confirmou o crime ambiental com a poda de duas árvores.
A superintendente da Floram, Beatriz Kowalski, disse que o órgão segue investigando os possíveis infratores.
SeguirDe acordo com o estudo, das quatro árvores analisadas, três eram sete copas, sendo que duas estão mortas e uma tem características visuais declínio, ou seja, morte progressiva.
Há indícios de que a quarta árvore, também morta, era um pé de jambolão. As espécies viviam no Passeio dos Namorados, uma área de restinga em local público.
“Contratamos a empresa para fazer essa análise das possíveis causas para aquelas árvores estarem mortas, o que é muito estranho naquele local”, disse o presidente da Ajin, Sérgio Rodrigues da Costa.
Ele acompanhou a visita técnica dos profissionais da Arboran, que culminou no relatório. O documento é assinado pelo biólogo Paulo A. Garbugio da Silva e pelo engenheiro florestal Charles Costa Coelho.
Exóticas e oriundas das Ásia
Sete copas e jambolão, conforme o estudo, são da Ásia e consideradas exóticas invasoras. A Arboran não conseguiu confirmar se as árvores foram envenenadas, mas como duas sete copas sofreram poda drástica, está caracterizado o crime ambiental.
A Arboran realizou uma busca por imagens de satélite dos anos anteriores para avaliar as espécies. De acordo com as imagens levantadas pelo Google Earth Pro, é possível observar o declínio a partir de 2017.
ND acompanha o caso desde janeiro deste ano – Foto: Leo Munhoz/ND“Foi possível observar por imagens de satélite que houve um processo de declínio da vegetação por volta de 2018. Em dezembro de 2017, repentinamente, as copas dos indivíduos N3 e N4 [duas sete copas] não são mais visíveis nas imagens de satélite, assim, existe forte indício de que foram podadas”, apontou o relatório.
As árvores da região pertencem ao município e qualquer manejo – poda e ou supressão – em área pública ou privada, deve ter autorização da Floram, o que não ocorreu neste caso.