Espuma em praia: prefeitura de São Francisco do Sul emite nota explicativa

Secretaria de Meio Ambiente ouviu três pesquisadores e apontou as possíveis causas da espuma branca que surpreendeu moradores e banhistas

Redação ND Joinville

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Sobre a espuma branca que apareceu na praia do Ervino, em São Francisco do Sul, impressionando moradores e banhistas na tarde de segunda-feira (8), a Prefeitura emitiu um comunicado oficial na tarde desta quarta-feira, dia 10.

espuma na praia do ervinoBanhistas aproveitaram para brincar na espuma que invadiu a praia do Ervino – Foto: Laudete Marcelino/Arquivo pessoal/Reprodução vídeo/ND

Segundo a Secretaria Municipal e Meio Ambiente, a presença de espumas nos balneários do município geralmente está associada à alta carga de matéria orgânica de origem proteica na água.

Os professores pesquisadores Leonardo Rubi Rorig (UFSC), Claudemir Marcos Radetski (Univali) e Renata Falck Storch Böhm afirmam que é preciso considerar as condições biológicas, antrópicas e meteorológicas deste período, isto é, verificar qual o evento ou os eventos decorrentes deste fenômeno.

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“Podemos ter origens diversas desta carga de proteínas, como “bloom” de microalgas, desova de peixes ou altas concentrações de águas vivas, portanto, para indicar com certeza é necessário a análise de amostras ao microscópio e análises químicas em paralelo, as quais já estão sendo feitas”, disse a nota.

Alta deposição de nutrientes e de matéria orgânica

Ainda de acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, no Linguado há vastas áreas de manguezal, que são responsáveis por alta deposição de nutrientes e de matéria orgânica e, pelo fato de o canal estar obstruído pela BR-280, não circula água para Baía da Babitonga. Ou seja, não ocorre circulação de água suficiente para ciclagem.

“Cabe lembrar que o evento da espuma no mar foi registrado também de forma bem intensa no mesmo período no Balneário Barra do Sul. Temos então uma possível descarga de nutrientes e a possibilidade de uma floração de microalgas ou diatomáceas. Um bom exemplo são as microalgas do gênero Phaeocystis, comum nos meses de verão no Hemisfério sul que com altas temperaturas e grandes concentrações de nutrientes disponíveis têm um ambiente perfeito para sua floração (crescimento excessivo de algas).”

Veja que impressionante o vídeo, em SFS

O comunicado explica, ainda, que com vento forte e mar agitado (como foi este final de semana) as colônias se desfazem, e resultam nos principais ingredientes da espuma: proteínas, vindas do material das microalgas e o mar agitado.

“Um exemplo prático para melhor compreensão pela comunidade seria pensar em como é feito a clara em neve, a clara também é proteína. Se agitarmos com força, teremos a clara em neve: a espuma. Neste momento em que tivemos a presença de um ciclone extratropical na nossa costa, agitando o nosso mar, tudo remete à hipótese de floração de microrganismos”, esclarece.

Confira abaixo a nota explicativa na íntegra:

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