Estudante picado por naja é preso suspeito de integrar esquema voltado a crimes ambientais

Jovem de 22 anos já foi multado em R$ 61 mil pelo Ibama, por maus-tratos e por manter serpentes nativas e exóticas em cativeiro sem autorização

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Redação ND Florianópolis

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Preso nesta quarta-feira (29), no Distrito Federal, o estudante de veterinária Pedro Henrique Krambeck, de 22 anos, é suspeito de integrar um esquema criminoso voltado à prática de crimes ambientais. Ele foi picado por uma naja no dia 7 de julho.

Universitário picado por naja foi preso – Foto: Reprodução/Record TVUniversitário picado por naja foi preso – Foto: Reprodução/Record TV

Policiais civis do 14º DP, com o apoio de equipe do IML (Instituto Médico Legal), deflagraram a quarta fase da “Operação Snake” e prenderam o jovem em cumprimento a um mandado de prisão temporária expedido pela 1ª Vara Criminal do Gama.

O estudante manuseava a cobra exótica, da espécie naja kaouthia, quando acabou sendo ferido pelo animal.

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O universitário já foi multado em R$ 61 mil pelo Ibama (Instituto Nacional do Meio Ambiente), por maus-tratos e por manter serpentes nativas e exóticas em cativeiro sem autorização. A mãe e o padrasto dele também foram multados em R$ 8,5 mil cada por terem dificultado a ação de resgate.

Um amigo de Pedro Henrique terá de pagar multa de R$ 81,3 mil por dificultar a ação do instituto, por manter animais nativos em locais inapropriados e sem autorização, além de maus-tratos.

O mandado de prisão foi cumprido na residência do jovem, na região administrativa do Guará. Um perito médico-legista acompanhou a diligência para verificar as condições de saúde do suspeito, uma vez que ele podia estar com a saúde fragilizada porque recebeu alta da UTI há poucos dias. Ele estava em tratamento por causa do veneno da naja.

A prisão temporária, com prazo inicial de 5 dias, foi decretada após representação da autoridade policial. Segundo a investigação, foram constatados indícios de que o suspeito, juntamente com outros investigados, participaria de uma associação criminosa, responsável pela destruição das provas relacionadas aos crimes ambientais.

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