Fotos fofas mostram lobo-marinho que cresceu com rede no corpo voltando ao mar em Florianópolis

Soltura ocorreu na manhã desta segunda-feira em Florianópolis após animal passar um mês em reabilitação

Foto de Redação ND

Redação ND Florianópolis

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Um lobo-marinho-do-Sul juvenil voltou ao mar nesta segunda-feira (17) após passar um mês em reabilitação. No dia 17 de setembro, ele foi resgatado com um pedaço de rede preso ao pescoço que possivelmente permaneceu no corpo do animal desde que ele era filhote.

Ele esteve sob os cuidados do PMP (Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos). As fotos abaixo mostram o momento da soltura, na praia do Moçambique, no Leste da Ilha de Santa Catarina.

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    Soltura do animal ocorreu nesta segunda-feira - Nilson Coelho/PMP-BS/Divulgação/ND
    Soltura do animal ocorreu nesta segunda-feira - Nilson Coelho/PMP-BS/Divulgação/ND
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    Animal precisou passar por tratamento devido aos problemas provocados pela rede - Nilson Coelho/PMP-BS/Divulgação/ND
    Animal precisou passar por tratamento devido aos problemas provocados pela rede - Nilson Coelho/PMP-BS/Divulgação/ND
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    Soltura ocorreu na praia do Moçambique, no Leste da Ilha de Santa Catarina - Nilson Coelho/PMP-BS/Divulgação/ND
    Soltura ocorreu na praia do Moçambique, no Leste da Ilha de Santa Catarina - Nilson Coelho/PMP-BS/Divulgação/ND
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    Segundo o PMP, se a rede não fosse retirada o corte ficaria cada vez mais profundo, podendo levar a infecções secundárias e até à morte - Nilson Coelho/PMP-BS/Divulgação/ND
    Segundo o PMP, se a rede não fosse retirada o corte ficaria cada vez mais profundo, podendo levar a infecções secundárias e até à morte - Nilson Coelho/PMP-BS/Divulgação/ND
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    Lobo sofreu alterações gastrointestinais, anemia e infecção, possivelmente parasitária. - Nilson Coelho/PMP-BS/Divulgação/ND
    Lobo sofreu alterações gastrointestinais, anemia e infecção, possivelmente parasitária. - Nilson Coelho/PMP-BS/Divulgação/ND
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    O animal não apresenta mais essas condições - Nilson Coelho/PMP-BS/Divulgação/ND
    O animal não apresenta mais essas condições - Nilson Coelho/PMP-BS/Divulgação/ND

Segundo o projeto, o ferimento causado pela rede cicatrizou totalmente e o local já apresenta o crescimento da pelagem. A suspeita é que a interação com o petrecho de pesca tenha acontecido quando o animal ainda era filhote.

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Caso a rede não fosse retirada, com o crescimento do animal o corte ficaria cada vez mais profundo, podendo levar a infecções secundárias e até à morte, detalha a iniciativa executada em Florianópolis pela R3 Animal;

Segundo a veterinária Marzia Antonelli, o lobo-marinho apresentou alterações gastrointestinais e os exames laboratoriais apontaram anemia e infecção, possivelmente parasitária.

“Foi instituído tratamento para gastrite com protetores e suplementação para anemia, além de medicamentos antiparasitários para endo e ectoparasitas”, comenta veterinária Marzia Antonelli.

Após uma semana, a condição corpórea, o aspecto do pelo e das fezes melhoraram. Foi realizada, então, nova coleta de sangue e os resultados confirmaram que o animal não apresentava mais anemia e infecção, detalha o PMP-BS.

Orientações

O projeto orienta que ao descartar argolas, lacres de embalagens, além do descarte correto, é necessário cortá-los para evitar que fiquem presos em animais selvagens. Em caso de encalhe de mamífero, ave ou tartaruga marinha debilitada ou morta na praia, ligue 0800 642 3341.

O projeto é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama, das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos.

O objetivo é avaliar possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos encontrados mortos.

O PMP-BS é realizado desde Laguna/SC até Saquarema/RJ, sendo dividido em 15 trechos. A R3 Animal executa o Trecho 3, na Ilha de Santa Catarina.

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