FOTOS: Maré alta revela mais destroços de clube flutuante destruído por ciclone em SC

Partes da estrutura já foram localizadas entre Balneário Camboriú e São Francisco do Sul, em pelo menos seis cidades; preocupação de ambientalistas é com microlixo

Kassia Salles Itajaí

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A maré alta alertada pela Defesa Civil nesta segunda-feira (29) revelou ainda mais destroços do clube flutuante Dejour, de Balneário Camboriú. Desta vez, os pedaços do que foi a estrutura, que naufragou durante o ciclone que atingiu o Litoral Norte de Santa Catarina, ficaram encalhadas na Praia da Atalaia, em Itajaí.

Ambientalistas pressionam a empresa para agilizar a retirada dos resíduos – Foto: Instituto Anjos do MarAmbientalistas pressionam a empresa para agilizar a retirada dos resíduos – Foto: Instituto Anjos do Mar

Segundo o Instituto Anjos do Mar, os destroços, só entre esta segunda (29) e terça-feira (31), os destroços foram encontrados em Itajaí, Navegantes, Penha e Balneário Picarras, além de Balneário Camboriú e aténave São Francisco do Sul, em outros momentos.

Voluntários do Instituto Anjos do Mar ajudaram na remoção do material, que foi encaminhado e ficará à disposição do MPF (Ministério Público Federal), e deve passar por perícia e ser destinado corretamente.

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Ambientalistas cobram mais agilidade na retirada dos destroços, temendo os impactos que o material, como o isopor, podem causar no mar e nos animais marinhos.

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Os pedidos foram protocolados no Ministério Público e em outras instituições, pedindo o recolhimento dos destroços, que começaram a aparecer nos costões e praias do litoral catarinense logo após o acidente. O clube ficava na Barra Sul, em um local provisório, quando se desprendeu e foi levado pelo forte vento e violentas ondas.

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    Preocupação é com o microlixo - Instituto Anjos do Mar
    Preocupação é com o microlixo - Instituto Anjos do Mar
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    Com a maré, mais destroços chegaram às praias catarinenses - Instituto Anjos do Mar
    Com a maré, mais destroços chegaram às praias catarinenses - Instituto Anjos do Mar
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    O clube ficava na Barra Sul, em um local provisório, quando se desprendeu e foi levado pelo forte vento e violentas ondas do ciclone - Instituto Anjos do Mar
    O clube ficava na Barra Sul, em um local provisório, quando se desprendeu e foi levado pelo forte vento e violentas ondas do ciclone - Instituto Anjos do Mar

Lucas Batista de Araújo, sócio do Dejour Clube, explica que, inicialmente, a preocupação foi juntar pessoas e contratar equipes que pudessem ajudar no recolhimento dos materiais, “para que a gente pudesse fazer o melhor serviço possível”. Os primeiros locais que passaram pela limpeza foram as costas e praias. Agora, as equipes fazem a separação do material, que é todo reciclável, “dando o destino correto”.

Mesmo com a empresa já contratada, ambientalistas pressionam a empresa para agilizar a retirada dos resíduos, além de garantir que sejam recolhidos da forma correta. Com o uso de lanchas, o Instituto Anjos do Mar também auxilia na remoção dos pedaços da estrutura, com o uso de lanchas. Conforme explica o coordenador do projeto, Marcelo Ulysséa, partes da estrutura já foram localizados até em São Francisco do Sul.

Preocupação com o microlixo

A oceanógrafa Daniela Occhialini explica que resíduos como este, de plástico, podem resultar no chamado microlixo, ou seja, um resíduo formado de pequenas partículas e que podem levar até 400 anos para se degradar. Essas partículas podem ser confundidas por animais como alimento. “Isso entra na cadeia trófica e vai causar um dano muito grande”, finaliza.