FOTOS: Pombo-do-Cabo resgatado passa por reabilitação em Florianópolis

Ave oceânica nunca havia sido encontrada pela equipe da R3 Animal; pombo, que foi resgatado em Laguna, está estável e deve ser realocado na natureza

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A equipe da R3 Animal de Florianópolis resgatou, no dia 10 do último mês, um Pombo-do-Cabo, encontrado na Praia do Mar Grosso pela equipe da Udesc/Laguna, instituição responsável pelo Trecho 1 do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), sem condições de levantar voo.

Após ser passar pela Unidade de Estabilização em Laguna, a ave foi transferida para reabilitação no Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (CePRAM/R3 Animal), em Florianópolis, no dia 22 de junho.

Segundo a equipe veterinária, a ave chegou bastante estressada, com os reflexos das pupilas levemente reduzidos. Lesões na face plantar das patas, compatíveis com pododermatite, foram encontradas na ave.

“Os exames complementares revelaram ainda anemia persistente e leucocitose (aumento das células de defesa do organismo), possivelmente associada ao processo inflamatório nas patas”, informou a veterinária Daphne Wrobel Goldberg.

Para tratar as patas do animal, foi iniciado um tratamento com laserterapia, seguido da aplicação de óleo ozonizado nas lesões. Uma suplementação vitamínica também foi dada ao animal, para melhora da anemia. A ave segue em processo de reabilitação. Conforme seu escore corporal  e condicionamento físico, ela será libertada de volta à natureza.

Reabilitação de aves oceânicas

Pela primeira vez a R3 animal atendeu a ocorrência e a reabilitação de um Pombo-do-Cabo, que deriva do nome científico Daption, vindo de um anagrama da palavra pintado e Capensis , referente ou originário da região do Cabo da Boa Esperança na África do Sul.

A ave possui a íris de cor marrom e a cabeça, o bico, as pernas e as patas pretas, com as membranas interdigitais transparentes. O bico possui túbulos nasais característicos de algumas espécies de procelariformes.

A plumagem do corpo é branca e o dorso tem pintas pretas. A extremidade das asas é preta e o restante também branca com pintas pretas. O animal habita os mares do hemisfério Sul e o círculo polar antártico e constrói ninhos nas Ilhas Geórgia do Sul, Ilha Sanduíche do Sul, Ilhas Órcades do Sul, Shetland do Sul, Bouvet, Crozet, Kerguelen, Heard, Macquarie, Balleny e Peter Fisrt I, além de alguns lugares na península e no continente antártico.

Alimenta-se na superfície da água flutuando contra o vento e bica pequenos organismos, parecendo um pombo. Também executa mergulhos rasos. São aves gregárias e podem ser vistas em grandes bandos barulhentos e briguentos. Na região da Nova Zelândia costumam ser vistos em portos perseguindo navios.

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    Pombo-do-Cabo durante reabilitação na R3 Animal – Foto: Nilson Coelho/R3 Animal/Reprodução/ND
    Pombo-do-Cabo durante reabilitação na R3 Animal – Foto: Nilson Coelho/R3 Animal/Reprodução/ND
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    Ave marinha habita o Hemisfério Sul – Foto: Nilson Coelho/R3 Animal/Reprodução/ND
    Ave marinha habita o Hemisfério Sul – Foto: Nilson Coelho/R3 Animal/Reprodução/ND
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    A região ventral predominantemente branca, com bordas pretas nas asas e na cauda – Foto: Nilson Coelho/R3 Animal/Reprodução/ND
    A região ventral predominantemente branca, com bordas pretas nas asas e na cauda – Foto: Nilson Coelho/R3 Animal/Reprodução/ND
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    Alimenta-se de crustáceos (principalmente krill) e peixes, atacando também carcaças de animais marinhos mortos – Foto: Nilson Coelho/R3 Animal/Reprodução/ND
    Alimenta-se de crustáceos (principalmente krill) e peixes, atacando também carcaças de animais marinhos mortos – Foto: Nilson Coelho/R3 Animal/Reprodução/ND
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    Durante reabilitação recebe comida em suas vias orais devido à recuperação – Foto: Nilson Coelho/R3 Animal/Reprodução/ND
    Durante reabilitação recebe comida em suas vias orais devido à recuperação – Foto: Nilson Coelho/R3 Animal/Reprodução/ND
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    É a espécie de maior ocorrência e abundância dentre as que seguem navios – Foto: Nilson Coelho/R3 Animal/Reprodução/ND
    É a espécie de maior ocorrência e abundância dentre as que seguem navios – Foto: Nilson Coelho/R3 Animal/Reprodução/ND
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    Nidifica em colônias na Antártida e nas ilhas subantárticas de novembro a março, fazendo seu ninho entre as rochas, nas saliências da beira mar – Foto: Nilson Coelho/R3 Animal/Reprodução/ND
    Nidifica em colônias na Antártida e nas ilhas subantárticas de novembro a março, fazendo seu ninho entre as rochas, nas saliências da beira mar – Foto: Nilson Coelho/R3 Animal/Reprodução/ND

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