Fundo JBS investe R$50 milhões para restauração e conservação da Floresta Amazônica

Seis projetos foram selecionados a fim de desenvolver a bioeconomia e promover o consumo sustentável do meio-ambiente

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O investimento anunciado pelo Fundo JBS pela Amazônia beneficiará seis projetos que visam conservação da floresta amazônica – Foto: Divulgação/NDO investimento anunciado pelo Fundo JBS pela Amazônia beneficiará seis projetos que visam conservação da floresta amazônica – Foto: Divulgação/ND

Promovendo o desenvolvimento sustentável do Bioma Amazônico, o Fundo JBS pela Amazônia contemplou seis projetos com um investimento de R$ 50 milhões serão impulsionadas ações que vão desenvolver a bioeconomia da floresta, com foco na conservação e preservação do meio ambiente, melhoria na qualidade de vida das comunidades locais e o desenvolvimento científico e tecnológico da região.

Os seis primeiros projetos selecionados pelo Fundo JBS pela Amazônia irão trabalhar na restauração, remediação e conservação da floresta, aumentarão a produtividade das áreas já exploradas, além da promoção da implantação de sistemas agroecológicos, impactando direta e indiretamente para o desenvolvimento de novos negócios sustentáveis com tecnologias inovadoras que combinam geração de riqueza com respeito ao meio ambiente. Serão aceleradas 30 startups de bioeconomia e outros 20 empreendimentos comunitários serão alavancados. No total, os projetos devem beneficiar mais de 14 mil famílias com a geração de empregos, que propiciarão aumento de renda em até 40%, e inclusão social através da participação feminina e de jovens, que deve crescer 30%.

Do aspecto ambiental, também está prevista a redução na emissão de gases do efeito estufa com a implantação de novas técnicas agrícolas e de sistemas pecuários intensificados, além do desmatamento evitado. “Os projetos que receberão os recursos irão desenvolver a bioeconomia da floresta, ajudando a agregar valor aos produtos finais, contribuindo também com a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento socioeconômico” afirma Joanita Maestri Karoleski, presidente do Fundo JBS pela Amazônia.

Joanita Maestri Karoleski, presidente do Fundo JBS pela Amazônia – Foto: Divulgação/NDJoanita Maestri Karoleski, presidente do Fundo JBS pela Amazônia – Foto: Divulgação/ND

Foram mais de 50 projetos analisados, nove foram convidados a fazerem parte do pré-projeto até que chegassem aos seis selecionados finais, aprovados por um Comitê Técnico formado por 11 integrantes de profissionais de destaque na área ambiental e de desenvolvimento sustentável, com grande experiência sobre a realidade amazônica. “Um dos nossos maiores focos foi apoiar projetos que valorizem quem está na sua base das cadeias da floresta, como os extrativistas, indígenas e outras comunidades tradicionais que gerenciam seus negócios comunitários” relata Andrea Azevedo, diretora de Programas e Projetos do Fundo.

Aberto para contribuições e parcerias de associações da iniciativa privada, terceiro setor e grupos de multistakeholders, os projetos contemplados pelo Fundo constituído pela JBS em setembro de 2020 contarão com o aporte de R$ 250 milhões em cinco anos. A multinacional se comprometeu, ainda, a igualar sua contribuição às doações feitas por terceiros até que o aporte atinja R$ 500 milhões. A meta é levar os recursos a um total de R$ 1 bilhão até 2030 com o engajamento dos stakeholders.

Bioeconomia: impactos socioeconômicos e ambientais

Com o investimento, as ações dos seis primeiros projetos escolhidos pelo Fundo JBS pela Amazônia refletirão no melhor aproveitamento do uso de recursos renováveis, irão fomentar estudos e pesquisas sobre vegetação e meio-ambiente, por meio de uma produção baseada no uso de novas tecnologias. Como, por exemplo, a adoção de práticas regenerativas, que transformam locais de cultivo e pecuária em áreas que absorvem carbono. Os investimentos tecnológicos também estão presentes na parceria com a Embrapa, em pesquisas para agregar mais valor aos produtos da floresta, como açaí, cacau, castanhas, frutos e pescados.

Produção de cacau na Amazônia – Foto: Divulgação/JBSProdução de cacau na Amazônia – Foto: Divulgação/JBS

A nível socioeconômico, as medidas alavancam a educação, através da construção de novas escolas que contarão com a capacitação de jovens e mulheres para atuarem, promovendo a inclusão. Startups de bioeconomia receberão investimentos e mentorias. Negócios comunitários serão fortalecidos por investimentos em certificação nas cadeias da produção de açaí e pirarucu, e pequenos agricultores terão a oportunidade de expandirem seus negócios com base no aumento da produção sem desmatamento, através da liberação de crédito facilitada e assistência técnica.

Conheça os 6 projetos selecionados

RestaurAmazônia:

Visa alavancar economicamente a vida dos produtores através de práticas agrícolas que ajudam a absorver o CO2 da atmosfera, o projeto da ONG Solidaridad em apoio do IPAM – Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, tem o objetivo de implantar 1500 pequenas propriedades de sistemas agroflorestais ao longo de cinco anos. O objetivo é promover boas práticas agrícolas para que as propriedades mantenham sua viabilidade econômica, o sustento dos produtores e ainda ajudem a absorver o carbono da atmosfera.

Programa Economias Comunitárias Inclusivas, nas Comunidades de Bailique e Beira Amazonas, no Amapá:

São previstas ampliações na cadeia de açaí, com a criação da fábrica para produção da polpa e ampliação do portfólio dos produtos oferecidos, podendo beneficiar até 240 famílias que dependem do cultivo da fruta. Na educação, irá promover a construção de novas escolas, com base na igualdade de gênero no mercado de trabalho,  empregando e capacitando mulheres para o serviço. A cooperativa extrativista Amazonbai, o Instituto Interelos, OELA, Universidade Estadual do Amapá e o Instituto Terroá são as entidades responsáveis por essas iniciativas.

Projeto Pesca Justa e Sustentável:

 O projeto vai beneficiar 450 famílias em 55 comunidades ribeirinhas através do fortalecimento da produção do pirarucu, com capacitação e consultoria técnica, além da compra de uma embarcação para processamento do pescado e o estudo de viabilidade para construção de uma indústria de processamento que também estão previstos. A iniciativa foi desenvolvida pela Asproc – Associação dos Produtores Rurais de Carauari.

Impacto (Aceleradora & Investimentos de Impacto):

Aliando a bioeconomia à biodiversidade, a primeira aceleradora amazônica de negócios com foco no impacto socioambiental de negócios da floresta beneficiará ao longo de cinco anos 30 startups na região, a fim de que mais empreendedores locais possam integrar a economia. O projeto, liderado pelo Idesam – Instituto de Desenvolvimento da Amazônia, será apoiado por um fundo com recursos filantrópicos e investimentos privados.

Alavancagem de crédito para as cadeias da floresta:  

A iniciativa do Instituto Conexões dará treinamento a 25 ativadores locais possibilitando que pequenos produtores e agricultores possam ter acesso a crédito facilitado. O teste da metodologia será aplicado nas cadeias de valor da castanha, açaí, pescados, madeira, óleos e resinas. Quinze cooperativas também receberão consultoria para se habilitar para financiamentos com condições facilitadas.

Parceria Técnica com a Embrapa:

Tendo conhecimento das vantagens da utilização correta dos recursos naturais, a parceria visa melhor valorização dos produtos da floresta, com inovação para alimentos plant-based, matérias-primas e insumos feitos a partir de nanofibras vegetais. Também estão previstos programas para reduzir emissões no campo, como a implantação de integração da lavoura, pecuária e floresta, e para o desenvolvimento de tecnologias renováveis. 

Para saber mais sobre o Fundo JBS Pela Amazônia acesse: www.fundojbsamazonia.org

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