‘Tradição bárbara’: mais de 500 golfinhos são brutalmente mortos por pescadores

Golfinhos são encurralados por barcos em águas mais rasas até encalharem; depois são mortos com golpes de faca pelos pescadores

R7 São Paulo

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Mais 500 golfinhos foram mortos nas Ilhas Faroe, na Dinamarca, nesta última quarta-feira (14) desde que a caça foi novamente retomada em maio de 2023. Nas imagens e relatos divulgados por veículos de comunicação, a prática é brutal e violenta com os animais.

Golfinhos são encurralados por barcos em águas mais rasas até encalharem, e depois são mortos com golpes de faca pelos caçadoresGolfinhos foram brutalmente mortos por caçadores – Foto: Handout/Sea Shepherd UK/AFP/ND

Na tradição faroense conhecida como grindadráp, ou abreviado como “grind”, os caçadores cercam as baleias-piloto e os golfinhos com um amplo semicírculo de barcos pesqueiros e os conduzem para uma baía rasa onde são encalhados. Pescadores na praia os matam com facas.

Golfinhos e baleias-piloto são mortos como parte de “tradição”

De acordo com informações do The Guardian, todo verão, as imagens da caçada sangrenta ganham manchetes em todo o mundo e são recebidas com indignação entre os defensores dos direitos dos animais, que a consideram bárbara.

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“Ontem houve dois grinds, um com 266 capturas e outro com 180, de acordo com os primeiros relatórios”, disse um porta-voz do governo das Ilhas Faroé.

Os dois grinds, que envolveram baleias-piloto, uma espécie de golfinho, elevam para cinco o número da prática até agora nesta temporada.

A ONG ambientalista Sea Shepherd, que conseguiu atrapalhar a caçada de 2014 com seus barcos, criticou o fato de navios da marinha dinamarquesa terem sido autorizados a intervir para bloquear ambientalistas.

A caça ainda desfruta de amplo apoio nas Ilhas Faroé, onde os defensores dizem que os animais alimentam a população local há séculos e acusam a mídia e ONGs estrangeiras de desrespeitar a cultura e as tradições locais. Eles normalmente matam cerca de 800 baleias-piloto por ano.

Em 2022, o governo limitou o número de golfinhos-de-cara-branca do Atlântico que poderiam ser mortos por ano para 500, depois que uma matança incomumente grande de mais de 1.400 causou protestos até mesmo entre a população local.

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