Os proprietários de alguns terrenos em Itapoá, no Norte de Santa Catarina, souberam que seus lotes haviam sido invadidos após uma ação de fiscalização da Secretaria de Meio Ambiente do município.
Imagens aéreas mostram vegetação derrubada nos terrenos – Foto: Prefeitura de Itapoá/Divulgação/NDA ação foi realizada em janeiro deste ano, com sobrevoo de drone sobre o balneário Verdes Mares. As imagens colhidas revelaram inúmeras áreas de vegetação suprimida irregularmente, o que motivou a notificação dos proprietários.
As penalidades para supressão de vegetação sem autorização podem variar desde multas até o embargo do terreno. Além disso, o proprietário pode ser responsabilizado civil e criminalmente pelos danos causados ao meio ambiente.
Seguir“A Secretaria de Meio Ambiente de Itapoá, que faz vistorias periódicas nos bairros do município, geralmente utiliza drone para potencializar a área recoberta e obter uma ortofoto com o intuito de produzir mapas georreferenciados e apurar quais são os proprietários das áreas”, explica o secretário Rafael Brito Silveira.
Para o servidor público federal aposentado, Marcos Campista, a descoberta foi uma surpresa. Ele mora no estado de Minas Gerais e é proprietário de um dos terrenos invadidos. “A notificação me alertou para o risco de perda do imóvel”, afirma.
A maioria dos terrenos pertence a pessoas que residem em outras cidades ou estados, e que só ficaram sabendo que seus imóveis foram invadidos após a notificação do órgão.
A Prefeitura de Itapoá não soube afirmar para quais fins os terrenos invadidos poderiam ser usados.