Lixo triplica nas praias de Florianópolis durante temporada; conheça projeto de preservação

Iniciativa do projeto AMA trabalha para manter acesso às praias limpo na Capital

Redação ND Florianópolis

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Durante a alta temporada e nos dias de calor, o volume de resíduos triplica nas áreas de trilha que cercam Florianópolis. As paisagens paradisíacas ficam lotadas de entulhos de todos os tipos: tênis, plástico, embalagens de comida e papel usado. Tudo isso é reflexo do alto fluxo de banhistas que descuidam do meio ambiente enquanto aproveitam a praia.

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    Lixos encontrados na trilha que dá acesso à praia do Riozinho, no Campeche - Divulgação ND/AMA
    Lixos encontrados na trilha que dá acesso à praia do Riozinho, no Campeche - Divulgação ND/AMA
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    João Marcelo Prado zelador do AMA - Divulgação ND/AMA
    João Marcelo Prado zelador do AMA - Divulgação ND/AMA
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    Sacola grande com todos os lixos coletados na trilha - Divulgação ND/AMA
    Sacola grande com todos os lixos coletados na trilha - Divulgação ND/AMA
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    Tênis encontrado na trilha que dá acesso à praia do Riozinho, no Campeche - Divulgação ND/AMA
    Tênis encontrado na trilha que dá acesso à praia do Riozinho, no Campeche - Divulgação ND/AMA

Em pouco mais de 20 minutos na trilha que dá acesso à praia do Riozinho, no Campeche, João Marcelo Prado Ferreira, de 27 anos, enche uma sacola grande de lixo.

“Eu geralmente faço limpeza entre segunda-feira e terça-feira, justamente porque no fim de semana fica um caos, com muita sujeira”, conta Prado.

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Ele ingressou no projeto AMA (Agente do Meio Ambiente) no final de dezembro, mas a prática de recolher a sujeira já fazia parte da sua vida antes disso. “Sempre fiz esse tipo de trabalho voluntário pela praia ou na rua juntando o lixo. Agora, uni o útil ao agradável”, comenta.

Apesar do assunto ser muito comentado nos últimos anos, o jovem conta que ainda se depara com turistas com pouca consciência na preservação do meio ambiente. “Às vezes preciso alertar a galera para falar da quantidade de lixo que deixam no local”.

Apesar dos desafios, ele vê progresso em suas ações: “O Pico do Riozinho é um dos principais em visitas e estava sempre cheio de lixo. Desde que comecei a limpar, estou conseguindo manter um controle agradável.”

As tarefas dos zeladores são definidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente da Capital, e a contratação é na modalidade de MEI (microempreendedor individual). As atividades são realizadas na região onde cada um mora, com horário reduzido e flexível que permite uma renda de até R$ 1,1 mil por mês.

Florianópolis foi a primeira capital do país a adotar o programa de zeladoria urbana. Atualmente, são mais de 4 mil usuários na rede social e cerca de 600 zeladores ativos na capital catarinense.

Desde abril, quando foi implementado, foram executados cerca de 60 mil serviços como varrição de ruas, capina, limpezas de bocas de lobo e atividades de educação ambiental, com conscientização dos moradores.

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