Mar tomando o que é dele? ‘Degraus’ na praia de Balneário Camboriú chamam atenção

Praia passou por uma obra de alargamento e "degraus" na areia chamaram atenção de quem passou por lá nos últimos dias

Kassia Salles Itajaí

Receba as principais notícias no WhatsApp

Degraus e “buracos” que se formaram na Praia Central de Balneário Camboriú, chamaram atenção de banhistas nos últimos dias. A orla recentemente passou por uma obra de alargamento, trazendo areia de uma jazida para aumentar o tamanho da faixa de areia.

“Fenômeno” é normal e causado pela própria ação do mar – Foto: Ivan Rupp“Fenômeno” é normal e causado pela própria ação do mar – Foto: Ivan Rupp

Algumas pessoas chegaram a questionar se este “fenômeno” é algo natural ou seria o mar “tomando o que é dele”. Mas, de acordo com a prefeitura de Balneário Camboriú, isso é algo completamente normal e acontece pela própria ação das ondas do mar.

Mar toma o que é dele?

Uma das principais dúvidas em relação ao alargamento da Praia Central de Balneário Camboriú, e argumento utilizado diversas vezes em discussões na internet, que levaram o nome da cidade para os assuntos mais comentados, é o mesmo: o mar vai buscar o que é dele.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

> Veja tudo sobre o alargamento da Praia Central

Segundo o que a secretária de Meio Ambiente, Maria Heloísa Lenzi, já explicou ao ND+, o “mito” pode sim ter um fundo de verdade. Nos próximos séculos, sim, o nível do mar deve subir e tomar o que, hoje, é terra. “Portanto, um dia, ‘o mar poderá vir buscar o que é dele’ e isso pode incluir sua casa, mas você precisará viver algumas centenas de anos para ver”, brinca.

O que existe e pode acontecer mais próximo de nós, é a sedimentação, causada pelo constante movimento do mar. A parte da praia que está sendo alargada e deve ficar submersa, se estendendo por cerca de 350 metros para dentro do mar.

Toda essa extensão submersa da praia é necessária para manter a parte emersa (a parte de fora) na largura projetada. Como a colocação de areia é feita de forma mecânica, utilizando a draga e o maquinário em terra, há um limite até onde essa areia poderá ser empurrada para dentro do mar. O trabalho de espalhar o restante da areia para a parte submersa da praia é do mar e dos ventos. “É a natureza trabalhando por nós”, afirma.