Mesmo avermelhada, Lagoa do Peri garante pela 8º vez selo Bandeira Azul

Premiação dada para a Lagoa do Peri reconhece ações de recuperação e conservação de ambientes naturais, como a qualidade da água e balneabilidade

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Redação ND Florianópolis

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A Lagoa do Peri vai receber pela oitava vez a Bandeira Azul. O selo premia a conservação de ambientes naturais e foi anunciado nesta segunda-feira (25), mesmo com a coloração avermelhada que afetou a Lagoa nos últimos meses.

Mesmo avermelhada, Lagoa do Peri garante pela oitava vez selo Bandeira AzulLagoa adquiriu uma coloração avermelhada em abril de 2023 – Foto: Anita Martins/ Deputado Marquito/ Divulgação/ ND

Concedido pelo Instituto Ambientes em Rede, o selo é válido para a temporada 2023/2024 e foi resultado de análise de júri nacional e internacional.

Entre os 34 critérios estão boas condições de limpeza da praia, estrutura adequada de sanitários e equipamentos de coleta de lixo, o monitoramento de habitats sensíveis, oferta de serviços e segurança, bem como a qualidade da água e a inexistência de poluentes.

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“O manancial da Lagoa do Peri tem uma importância histórica para a cidade, atuando no equilíbrio do ecossistema daquela região e possibilitando o uso consciente de seus recursos no abastecimento”, enfatiza a presidente da Floram, Beatriz Kowalski.

A entrega da certificação deve ocorrer no dia 27 de outubro, em cerimônia no município de Balneário Camboriú. Já o hasteamento da bandeira na Lagoa do Peri deve ocorrer até o próximo dia 15 de dezembro, com possível inspeção antes do hasteamento.

Cor avermelhada da Lagoa do Peri é um mistério, mas água é própria para consumo

A Casan alegou que a cor avermelhada que tomou conta da Lagoa do Peri, em Florianópolis, ainda é um mistério para a companhia, mas segue própria para consumo.

A declaração foi feita durante uma audiência pública que debateu o assunto na última quinta-feira (21), na Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina).

A Casan possui uma estação na Lagoa do Peri e utiliza o local como fonte de fornecimento de água para a região. Rafael Luiz Prim, bioquímico da companhia, conta que desde abril as equipes da Casan notaram que o flotador, aparelho que clarifica a água, estava vermelho.

“Essa camada sempre foi verde. [A cor vermelha] gera uma preocupação muito grande, a gente não sabe o que é aquilo. A gente coleta amostra a cada duas horas, o que se percebeu de modificação foi a cor da água, mas não afetou os padrões de qualidade que sempre tivemos”, afirmou Prim.

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