VÍDEO: morador de Quilombo registra morte de peixes após estiagem secar rio

Mais de 86 propriedades do interior são afetadas diariamente por conta da estiagem e são atendidas com caminhões pipa para alimentar os animais

Carolina Debiasi Chapecó

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A falta de chuva por conta do período La Niña tem prejudicado inúmeros municípios catarinenses. Em Quilombo, no Oeste de Santa Catarina, o leito do rio Mandassaia secou. Um morador do interior gravou um vídeo onde mostra caminhando sobre as pedras. A situação é delicada por conta dos inúmeros peixes que acabaram morrendo.

A cidade de Quilombo é movida pela avicultura, suinocultura e bovino de leite. Conforme o secretário de Agricultura, Joelson de Quadros Moreira, desde setembro até o momento já foram distribuídos 3.400 mil litros de água para as comunidades do interior. Até agora, a água é destinada para consumo animal.

“A situação está bem crítica. Temos 1.200 propriedades no interior e, dessas, 86 delas são as mais afetadas e estamos abastecendo diariamente com água para os animais. Ainda não faltou água para consumo humano, mas vale o alerta para que se economizem e não desperdicem”, comenta o secretário.

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Diversas espécies de peixe morreram por conta da seca no rio Mandassaia – Foto: Reprodução/DivulgaçãoDiversas espécies de peixe morreram por conta da seca no rio Mandassaia – Foto: Reprodução/Divulgação

São dois rios que abastecem o município, sendo o Quilombo e o Chapecó. A Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento) capta água do rio Chapecó para atender a população. Em relação ao rio Quilombo, o secretário comenta que o nível da água está em apenas 5%.

“Antes de entrar na cidade o rio Quilombo vem de dois afluentes, Janeiro e Consoladora. Um deles já secou. A Casan já vem fazendo rodízio no abastecimento de água e muitos moradores tem pegado água na praça da cidade, onde é própria pra consumo humano”, esclarece.

Leito do rio Mandassaia, em Quilombo, secou por conta da falta de chuva – Foto: Reprodução/DivulgaçãoLeito do rio Mandassaia, em Quilombo, secou por conta da falta de chuva – Foto: Reprodução/Divulgação

O prefeito de Quilombo decretou situação de emergência ainda no dia 4 de novembro. Porém, essa situação da estiagem vai se estender ao longo do próximo trimestre. Ainda segundo o secretário, para que as comunidades do interior não fiquem sem água, tanto o governo municipal como estadual tem disponibilizados programas de incentivo para construção de poços artesianos, cisternas e reservatórios.

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