A Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente) está investigando, em parceria com o IMA (Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina), a causa da morte de peixes e siris na Lagoa da Conceição, em Florianópolis. Animais mortos e agonizando foram encontrados por moradores da região, que registraram a situação em vídeo. As cenas mostram dezenas de peixes e siris boiando inertes já próximos da areia.
Pescadores encontraram centenas de animais agonizando e alguns não sobreviveram – Foto: Leo Munhoz/NDSegundo a superintendente da Floram, Beatriz Kowalski, a fundação está “averiguando as causas destes eventos que têm sido relatados na Lagoa da Conceição desde o dia 5 de janeiro”.
“Estamos averiguando ainda para poder passar um parecer conclusivo, mas uma das principais causas é a menor circulação de água e redução do oxigênio em alguns pontos da lagoa, causada especialmente por áreas de maior concentração de matéria orgânica, menor circulação de água e as altas temperaturas e ventos ocorridos nos últimos dias, que acabaram causando um aumento das microalgas”, explicou Beatriz.
O presidente da Amola (Associação de Moradores da Lagoa da Conceição), Bruno Negri, compartilhou alguns dos vídeos dos animais mortos e informou que as imagens foram gravadas na avenida das Rendeiras e na região entre o Canto da Lagoa e o Porto da Lagoa. “Parece que está tudo bem, mas não é bem assim. (…) O que vimos é um reflexo da falta de saúde da Lagoa, que está balneável para humanos, mas está doente para a fauna marinha”, afirmou em entrevista ao ND+.
De acordo com a superintendente da Floram, “com a redução da temperatura e a mudança da direção do vento a tendência é que esse evento diminua”, mas a fundação continua apurando o que aconteceu.
Ainda conforme Beatriz, o IMA está “providenciando coletas hoje [sexta-feira], segunda e terça, para entender melhor as causas dessa mortandade de peixes e siris e poder trazer mais segurança para a Lagoa da Conceição”. A partir do relatório de análise das coletas, a Floram irá tomar as medidas adequadas para reduzir o problema.
Confira mais informações na reportagem do Balanço Geral Florianópolis.