O MPF (Ministério Público Federal) deu 48h para a Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento) solucionar um extravasamento de dejetos na tubulação localizada abaixo do trapiche da Cooperbarco (Cooperativa de Barcos de Florianópolis), na Lagoa da Conceição, em Florianópolis.
Cerca de 90% dos imóveis da Lagoa tem esgoto irregular – Foto: Divulgação/NDA ocorrência foi registrada na quinta-feira (8), e teve ação do MPF após denúncia da procuradora da República em Santa Catarina, Analúcia Hartmann.
Em contato, a Casan afirma que ainda não foi notificado oficialmente, e que a tubulação não possui vínculos com a companhia.
SeguirO presidente da Cooperbarco, Volnei Andrade, afirma que o extravasamento foi solucionado após a ocorrência, mas há interdição na tubulação até então.
A cooperativa entrou em contato com a prefeitura e as medidas para normalizar a situação devem ser tomadas em breve, mas ainda não possuem previsão.
Segundo Andrade, o extravasamento não ocasionou danos à Lagoa, o que consta na denúncia de Hartmann, que adverte a Casan sobre a “responsabilização pelos reiterados eventos de poluição que estão destruindo o ecossistema da Lagoa”.
“O cano da tubulação sofreu uma pressão muito grande com a água e acabou desemedando. Mandamos ofício para a prefeitura, mas o extravasamento não chegou a afetar a Lagoa”, afirma o presidente da Cooperbarco.
Também foram expedidos ofícios para a Vigilância Sanitária e para a Floram (Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis).