A aplicação de seis multas à Casan em janeiro, todas aplicadas pela Prefeitura de Florianópolis, elevou o clima de tensão entre a gestão Gean Loureiro (DEM) e a direção da concessionária estadual de água esgoto.
Extravasamento de esgoto em Coqueiros rendeu uma das multas aplicadas pelo município à Casan – Foto: Divulgação/NDO clima já não anda bom há muito tempo – com reclamações frequentes do município sobre os serviços prestados -, mas as relações pioraram desde janeiro de 2020 por conta das ações para recuperação dos danos causados pelo desastre ambiental na Lagoa da Conceição.
“Na minha opinião, a prefeitura já deveria ter rompido o contrato”, diz o secretário municipal do Meio Ambiente, Fábio Braga, que joga mais lenha na fogueira ao reclamar do sistema de esgoto, dos problemas no abastecimento de água e do extravasamento das redes que estão inoperantes.
Seguir“Estamos cada vez mais próximos da municipalização”, acredita. O município de Florianópolis é hoje o principal cliente da empresa, ao garantir pelo menos 30% da arrecadação total.
Nos bastidores da prefeitura, a leitura é que há um boicote sistemático, motivado pelas pretensões eleitorais do prefeito em 2022. Aliás, esse é o único ponto de concordância entre os desafetos: fontes da Casan também dizem que a fiscalização mais ostensiva tem motivação político-eleitoral para atingir Carlos Moisés.
Falam ainda que as reclamações não se sustentam: argumentam que investimentos têm garantido o abastecimento de água nas praias durante o verão e lembram de obras importantes na ETE insular e nas estações de tratamento do Saco Grande, Ingleses e Rio Tavares.