Passarela da Garganta do Diabo é destruída após alta vazão

Quedas registraram segunda maior vazão com cerca de 16,5 milhões de litros por segundo. Passarela no lado brasileiro foi liberada neste sábado (15) após vistoria

Foto de Willian Ricardo

Willian Ricardo Chapecó

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Um trecho de uma das passarelas do lado argentino das Cataratas do Iguaçu cedeu, no último sábado (13), após o local registrar o segundo maior volume de água da história do Parque Nacional, que fica na fronteira entre o Brasil e a Argentina.

Parte destruída nas Cataratas – Foto: Reprodução/NDParte destruída nas Cataratas – Foto: Reprodução/ND

O trecho, que dá acesso à “Garganta do Diabo” do lado argentino, já estava interditado pelo risco que a vazão poderia apresentar à estrutura, e por isso nenhum visitante estava presente no momento. A parte da “Garganta do Diabo” do lado brasileiro também chegou a ficar fechada por alguns dias, mas já foi reaberta.

Segundo informações do Parque Nacional Iguazú — Argentina, a estrutura da ponte é feita de pilares de cimento com estrutura de metal e permanecem erguidos, porém a estrutura foi desmontada pela força da água. Ainda não é possível calcular quando a ponte será reestruturada, pois é preciso aguardar o volume abaixar para dimensionar o estrago.

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Parque Nacional Iguazú – Argentina – Foto: Parque Nacional Iguazú/NDParque Nacional Iguazú – Argentina – Foto: Parque Nacional Iguazú/ND

O volume da vazão ficou sete vezes acima da média por três dias seguidos, de quarta (12) até a última sexta-feira (14). A Copel (Companhia Paranaense de Energia) informou que, o fluxo de água no conjunto de cachoeiras chegou a ser dez vezes maior do que o esperado para esta época do ano entre os dias 13 e 15 de outubro, causando a segunda maior vazão de água da história da famosa atração turística.

Imagens áreas feitas no sábado  por equipe da concessionária responsável pelo Parque Nacional do Iguaçu mostram como ficou o trecho.

Segundo maior volume da história​

As Cataratas do Iguaçu, considerada como o maior conjunto de quedas d’água do mundo, registraram na última quinta-feira (13) a vazão de 16 milhões e 500 mil litros d’água por segundo, segunda maior da história do Parque Nacional, que já chegou a 47 milhões de litros em junho de 2014.

O Parque também registrou uma recuperação no volume de visitantes até outubro desse ano: 1 milhão e 30 mil. O número, entretanto, ainda representa 70% da média de 2019, período anterior à pandemia, quando mais de 2 milhões de pessoas visitaram o local.

As cataratas — do lado argentino e brasileiro — são famosas por terem o título do maior conjunto de quedas d’água do mundo. O grande volume de chuva que atingiu a região nos últimos dias assustou, mas, ao mesmo tempo, proporcionou imagens deslumbrantes das paisagens.

No Parque Nacional do Iguaçu, são catalogados 275 saltos, consagrando às Cataratas o título de maior conjunto de quedas d’água do mundo, bem como o de uma das Sete Maravilhas da Natureza.

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