Pelé e famosos se comovem nas redes com desaparecimento de indigenista e jornalista na Amazônia

Presidente Jair Bolsonaro também comenta caso, afirmando que os dois fizeram uma "aventura não recomendável"

Redação ND Florianópolis

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Personalidades e famosos comentaram em redes sociais sobre o desaparecimento do indigenista Bruno Araújo e o jornalista Dom Phillips no último domingo (5). Ambos sumiram no Vale do Javari, na Amazônia, enquanto iam até a cidade de Atalaia do Norte, local conhecido pela presença de tráfico de drogas, roubo de madeira e garimpo ilegal.

Pelé, Sonia Guajajara e Juliette cobraram as autoridades brasileiras pela intensificação das buscas. O presidente Jair Bolsonaro (PL) também se pronunciou sobre o caso.

Pelé, Juliette e Sonia Guajajara comentaram sobre o caso em suas redes – Foto: Reprodução/Instagram/Divulgação/NDPelé, Juliette e Sonia Guajajara comentaram sobre o caso em suas redes – Foto: Reprodução/Instagram/Divulgação/ND

Em suas redes, o rei do futebol Pelé compartilhou um vídeo da esposa de Dom Philipps no qual ela faz um apelo aos órgãos competentes para encontrarem seu marido.

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O ex-jogador comentou no vídeo: “A luta pela preservação da Floresta Amazônica e pela proteção dos povos indígenas é de todos nós. Estou comovido com o desaparecimento de Dom Phillips e Bruno Ferreira, que dedicam suas vidas para isso. Me junto às muitas vozes que fazem o apelo para intensificarem as buscas”.

A líder indígena e ativista brasileira Sonia Guajajara compartilhou também em seu Twitter um vídeo conversando com John Kerry, enviado especial do governo americano sobre o Clima, no qual comenta sobre o desaparecimento dos dois.

Já a cantora Juliette citou o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa para reforçar a busca do jornalista do “The Guardian” e o ex-coordenador da Funai.

Além deles, Criolo, Gaby Amarantos e diversas personalidade políticas comentaram sobre o acontecimento na internet.

O que o presidente disse sobre?

Em entrevista ao SBT na terça-feira (7), Bolsonaro comentou sobre o desaparecimento, afirmando que fizeram uma “aventura não recomendável”.

Apesar dos apontamentos o presidente afirma que deseja que os desaparecidos sejam logo encontrados – Foto: Isac Nóbrega/PR/NDApesar dos apontamentos o presidente afirma que deseja que os desaparecidos sejam logo encontrados – Foto: Isac Nóbrega/PR/ND

“Realmente, duas pessoas apenas num barco numa região daquela, completamente selvagem, é uma aventura que não é recomendável que se faça. Tudo pode acontecer, pode ser um acidente, pode ser que eles tenham sido executados”, disse o presidente.

Mesmo assim, ele disse esperar que os dois sejam encontrados e que as Forças Armadas estão trabalhando “com afinco” para encontrá-los.

Quem são Bruno Pereira e Dom Philips

Até outubro de 2019 Bruno era responsável pela Coordenação Geral de Indígenas Isolados e de Recente Contato da Funai (Fundação Nacional do Índio). No entanto, ele foi substituído por Ricardo Lopes Dias, missionário evangélico com pouca experiência no assunto, que ficou apenas nove meses no cargo.

A exoneração dele foi assinada por Luiz Pontel, secretário executivo de Sérgio Moro, quando este era ministro da Justiça do governo Bolsonaro. Na época ela não foi explica internamente.

O indigenista acumula anos de trabalho junto aos povos indígenas e já foi alvo de ameaças por causa de sua atuação.

Já Dom Philipps era um renomado jornalista inglês colaborador do “The Guardian”. Ele já trabalhou em outros jornais como ” Washington Post”, “The New York Times” e “Financial Times”.

Jornalista britânico atuava no Brasil há 15 anos – Foto: João Laet/AFPJornalista britânico atuava no Brasil há 15 anos – Foto: João Laet/AFP

Conhecido por seu amor à região amazônica, Philipps está no Brasil há aproximadamente 15 anos, com o objetivo de relatar a crise ambiental no Brasil e os problemas que acontecem com as comunidades indígenas.