Polícia resgata 22 pássaros em Santo Amaro da Imperatriz

Pássaros silvestres de diferentes espécies eram criados em cativeiro, sem qualquer licença. Três homens foram multados em mais de R$ 15 mil

Foto de Redação ND

Redação ND Florianópolis

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A PMA (Polícia Militar Ambiental) de Palhoça resgatou na noite desta quarta-feira (18) 22 pássaros silvestres em cativeiro, no município de Santo Amaro da Imperatiz, na Grande Florianópolis. Dentre os animais resgatados estavam diferentes espécies, como arara canindé, curió, trinca-ferro, coleiro, canário da terra e corrupião.

Araras carindé armazenadas em caixasCinco araras canindé estavam em caixas de papelão, na casa dos suspeitos – Foto: PMA/Divulgação/ND

De acordo com a PMA, os policiais foram acionados por volta das 23h30, quando receberam denúncia sobre suposto tráfico de animais. Eles foram até o local junto a guarnições da GESA (Guarnição Especial de Santo Amaro da Imperatriz).

No caminho abordaram um veículo Chevrolet Onix, ocupado por um homem que estava em “atitude suspeita”, segundo a polícia. Dentro do veículo havia uma caixa de papelão com uma arara-canindé e outros cinco pássaros da espécie corrupião, em gaiolas.

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Em seguida os policiais se dirigiram até a casa do homem que ocupava o carro. Outros dois homens estavam no local, e a polícia encontrou mais dezesseis pássaros silvestres em cativeiro. Dentre eles, um curió, três trinca-ferro, cinco coleiros, dois canários da terra e cinco araras canindé – totalizando 22 pássaros.

Multa

Os suspeitos afirmaram que não tinham registro ou autorização para a criação dos pássaros, informa a PMA.  Todos os três homens receberam autos de infração. A multa a ser paga, prevista pelos autos, é de R$ 15,5 mil.

Também foram lavrados os respectivos Termos de Apreensão, sendo os animais apreendidos para destinação.

De acordo a Lei nº 9605, é crime Matar, perseguir, caçar, apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente. Ela prevê pena de seis meses a um ano, além de multa.