Dados recentes divulgados pela Ocean Race, a maior regata do mundo que chega em Itajaí novamente no ano que vem constataram que os mares da Europa estão tomados por microplásticos.
Conforme, trouxe a informação aqui na coluna do ND+, as amostras coletadas em toda a Europa, continham pequenas fibras plásticas que entram no meio ambiente através da fabricação e da lavagem de roupa sintética.
Campeonato aconteceu no ano passado no México – Foto: Divulgação/CoronaEm média, os mares do Velho Continente, possui 139 partículas microplásticas por metro cúbico.
SeguirEsses números foram atualizados durante a disputa de uma regata de preparação na Europa em meados do ano passado, e traz um recorte específico para o velho continente; mas apenas engrossa a lista de um problema global, tanto que a ONG WWF mostra em estudo que a poluição por plásticos pode quadruplicar até 2050 no mundo.
A diretora do WWF na Alemanha, Heike Vesper foi categórica em entrevista recente : “Uma vez distribuído no oceano, é quase impossível de recuperar o lixo plástico, ele se degrada e portanto, a concentração de micro e nanoplásticos vai aumentar por décadas”.
No Litoral Norte de Santa Catarina, não são poucas as iniciativas que promovem a limpeza dos rios e das praias desenvolvida pelas prefeituras locais, ONGs, iniciativa privada e também pelas instituições de ensino.
Claro, iniciativas que precisam e muito ser reforçadas, mas que de nada valem, caso não exista uma mudança de consciência para as gerações futuras.
E do litoral paulista, vem mais uma ideia de ação interessante, quem pode ser colocada em prática aqui no nosso litoral.
Organizada por uma cervejaria internacional, aconteceu no dia 15, em Caraguatatuba no litoral Norte de São Paulo, um Torneio de Pesca de Plástico.
A iniciativa reuniu a comunidade e pescadores da Associação dos Pescadores e Maricultores da Praia da Cocanha que ao invés de se lançarem ao mar para a pesca de peixes entraram em ação para o recolhimento de plásticos.
E do ponto de vista financeiro, o dia não foi perdido, não.
Tanto que os 55 profissionais que participaram foram remunerados por período de atividade e também por cada quilo de resíduo plástico retirado do mar.
No total, foram retirados 1150 quilos de plásticos de lixo do mar na região.
Número de plástico retirado do mar em ação, impressiona. – Foto: Divulgação/CoronaOs três melhores colocados que formaram o pódio da disputa também receberam uma premiação e a comunidade local recebeu a reforma completa do galpão que é usado como um centro cultural que desenvolve uma série de atividades no espaço, inclusive um cinema já existe no local.
João Pedro Zattar, head de marketing da cerveja Corona no Brasil explica que a Praia da Cocanha foi escolhida por ter sua principal fonte de renda alimentar e financeira vinda da pesca de mexilhões, animal marinho impactado pela poluição que ao absorver qualquer tipo de impureza, o deixa impróprio para o consumo.
Ou seja, atingindo em cheio, a comunidade praiana do litoral paulista.
Um bom exemplo de iniciativa que pode ser aplicado por aqui, com os parceiros certos.
Mais uma “partícula” para tentar corrigir esse problema gigantesco que é a poluição de mares mundo afora.