Professora da UFSC vai participar da COP 27 da ONU, no Egito, sobre mudanças climáticas

Regina Rodrigues vai palestrar de forma online no dia 9 de novembro; professora tem reconhecida carreira internacional e ganhou recentemente um prêmio científico na Alemanha

Redação ND Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

A professora de Oceanografia Física da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) Regina Rodrigues foi selecionada para palestrar na COP 27, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que este ano ocorre no Egito e começa no domingo (6).

Professora Regina RodriguesRegina Rodrigues foi selecionada para palestrar na COP 27, a Conferência das Nações Unidas – Foto: Pipo Quint/Agecom UFSC/Divulgação/ND

Regina vai participar de forma online da atividade “Informações Climáticas para Tomada de Decisões”, programa da Organização Mundial de Meteorologia, em que a professora coordena atividades sobre risco climático. A palestra ocorre em 9 de novembro.

Segundo Regina, as mudanças climáticas antropogênicas trazem desafios e riscos significativos que afetam quase todos os aspectos da vida na Terra, principalmente nas áreas urbanas e comunidades do sul.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

“Esta sessão explora as principais prioridades e requisitos para melhorar a qualidade e a utilidade das informações climáticas de escala regional para local para tomada de decisões, planejamento de adaptação, monitoramento de mitigação, relatórios e verificação”, destaca.

Carreira premiada

Regina recebeu no dia 13 de outubro um prêmio internacional na Alemanha, cujo júri foi presidido pela ex-primeira-ministra do país, Angela Merkel. O reconhecimento diz respeito à uma publicação científica na qual a pesquisadora trabalha.

Ela edita e revisa um capítulo dos relatórios do IPCC (Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas), que venceu o Prêmio Gulbenkian para Humanidade. Essa e outra entidade foram selecionadas entre 116 concorrentes, de 41 países.

O prêmio foi destinado às organizações por produzirem conhecimento científico, alertarem a sociedade e informarem os tomadores de decisão para que façam melhores escolhas no combate às mudanças climáticas e à perda de biodiversidade.

“Esse relatório trata da desertificação e degradação do solo e o impacto na segurança alimentar”, conta a pesquisadora.

Todos os 36 cientistas que assinaram o documento, contribuindo com dados técnicos, receberam o prêmio. Regina é a única brasileira do grupo e assina a revisão junto com o cientista dos Estados Unidos Billie Lee Turner II.

“O relatório constatou que a área continental para produção de alimentos já é limitada, representa 30% do planeta e está extremamente degradada”, lembra.

Segundo ela, com a pressão do crescimento populacional e com as mudanças climáticas aumentando a desertificação, a área agriculturável diminui ainda mais e coloca em risco a segurança alimentar global.