Recuperação da restinga e melhorias de passarelas começam na Brava, em Itajaí

Obras começam na Brava Norte e seguem até a Sul, com término previsto até o fim de novembro; foco é na preservação da restinga

Foto de Redação ND

Redação ND Itajaí

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As obras de recuperação da restinga da praia Brava e de melhorias nas passarelas e cercas do local começam nesta segunda-feira (11) em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina. O término dos trabalhos está previsto para o fim de novembro de 2023.

Objetivo é preservar e manter conservada a restinga costeiraRestingas são Áreas de Preservação Permanente (APP), conforme Lei – Foto: Secom Itajaí/Reprodução/ND

Preservação da restinga em foco

Conforme o executivo municipal, o serviço será feito por uma empresa terceirizada e especializada, com acompanhamento de profissionais do Inis (Instituto Itajaí Sustentável). Inicialmente, as obras começam no lado Norte da Brava, seguindo para a Brava Sul.

Ainda, fazem parte dos trabalhos o Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas, que busca retirar do local espécies exóticas que são consideradas invasoras, introduzindo e plantando espécies nativas do ambiente.

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O presidente do Inis, Mario Angelo, reforça que a recuperação da vegetação é fundamental para o equilíbrio do ecossistema e o bioma de Mata Atlântica presente ao longo da costa catarinense.

Por meio da preservação, é possível coibir atitudes de desrespeito e degradação do meio ambiente, “como é o caso da moradia subterrânea descoberta recentemente na região. Dessa forma, optamos por cercar toda a restinga”, explica Mario.

Já o oceanógrafo do Inis, Marcel Ferrari, revela o papel fundamental da restinga como barreira física contra a ressaca do mar, evitando o desgaste e modificação da praia.

“Essas áreas são essenciais porque abrigam espécies animais e vegetais ameaçadas e de extrema importância para a qualidade ambiental da praia”, pontua Ferrari.

Inclusive, conforme a Lei nº 12.651/2012, as restingas são Áreas de Preservação Permanente (APP), fixadoras de dunas ou estabilizadores de mangues. Portanto, danificar esse tipo de vegetação só é permitido em caso de utilidade pública.

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