O rompimento da barragem da lagoa de evapoinfiltração de efluente da Estação de Tratamento de Esgotos da Casan, na Lagoa da Conceição, completou um ano nesta terça-feira (25). O desastre ambiental foi um dos temas do SC no Ar desta manhã, que recebeu o arquiteto, urbanista e parceiro da Acif (Associação Comercial e Industrial de Florianópolis) regional da Lagoa, Guilherme Zerwes.
Arquiteto e urbanista faz balanço depois de 1 ano do desastre ambiental da Lagoa da Conceição – Foto: Divulgacão/JusCatarina/NDZerwes, que também é morador da Lagoa da Conceição, destacou que o trabalho de recuperação ambiental e social na área afetada pelo desastre ainda não acabou: “A gente tem muitas situações que ainda não foram atendidas. Existem ainda muitas famílias que precisam ser amparadas. A gente tem uma necessidade urgente de novos lugares, de novos sistemas mais integrados para fazer esse tratamento.”
A mistura de lama e água invadiu 75 residências na servidão Manoel Luiz Duarte e adjacências. Além dos danos materiais, o episódio causou traumas psicológicos em alguns dos moradores, que assistiram sua vizinhança ser tomada pela água e precisaram ser salvos pelos bombeiros.
“A gente não pode simplesmente acreditar que já passou um ano e que tudo está resolvido, fazer uma limpeza superficial e o sistema ser ainda inadequado para comportar toda essa demanda de efluentes que são jogados ali na região”, alertou o arquiteto.
Segundo Zerwes, para evitar novos desastres, seria necessário “um sistema mais integrado, com mais áreas para as emissões desses resíduos tratados. E, dentro do contexto do urbanismo, olhar de uma forma mais macro essas possíveis áreas para fazer os envios desses resíduos. (…) A gente precisa ter um sistema mais amplo e mais diversificado para a emissão do esgoto tratado”.
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