Em Santa Catarina aumentou o número de praias consideradas próprias para banho. Dos lugares analisados no Litoral catarinense, 51,05% foram considerados aptos para mergulho. De acordo com o relatório do IMA (Instituto do Meio Ambiente),entre os 237 pontos verificados nesta semana, 121 foram considerados próprios e 116 impróprios.
Praia Mole apresentou condição própria para o banho – Foto: Leo Munhoz/NDO levantamento- que durante a alta temporada é realizado semanalmente – é feito em mais de 100 praias e balneários de 27 municípios litorâneos.
Cidades com todos os pontos próprios ou impróprios
Das cidades analisadas, oito tiveram todos os pontos considerados próprios para banho. São elas: Araranguá (1); Biguaçu (1); Garopaba (5); Imbituba (8); Jaguaruna (3); Laguna (7); Palhoça (8) e Piçarras (2).
SeguirOutras quatro tiveram a situação reprovada, com todos os pontos considerados impróprios, são elas: Itapema (9), Porto Belo (6), Joinville (1) e São José (1).
Outros municípios que tiveram alto nível de pontos considerados impróprios foram: Balneário Camboriú, de 15, 11 não estão aptos; Bombinhas, de nove pontos analisados, sete estão impróprios; Florianópolis, de 87 pontos, 46 não estão aptos a receber banhistas; e Governador Celso Ramos, de 16 locais verificados, nove estão impróprios para banho.
Florianópolis, apesar de ainda estar entre as cidade que mais tem pontos considerados impróprios, também apresentou uma leve melhora da situação, em relação a boletim anterior. Pois dos 87 pontos analisados – 41 são considerados próprios para banho – isso representa que 47% dos locais podem receber banhistas. Na última semana esse percentual era de 43%.
Levantamento semanal
Para a análise, os técnicos do IMA coletam água do mar e o material é submetido a exames bacteriológicos. O Órgão usa a densidade de coliformes fecais, como parâmetro indicador básico, para a classificar as praias quanto a balneabilidade.
“Diversos são os fatores que condicionam a presença de esgotos nas praias como: a existência de sistemas de coleta e disposição dos despejos domésticos gerados nas proximidades do local; moradias sem tratamento de esgoto; existência de córregos afluindo ao mar; fisiografia da praia; ocorrência de chuvas; condições de maré, entre outros”, explica.
Saneamento básico
A Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento), responsável pelo saneamento na maioria das cidade, destaca – por meio de nota – que tem trabalhado para ampliar os serviços nos municípios. Contudo, reforça que não é a responsável pelo saneamento nos municípios de Itapema, Balneário Camboriú, Bombinhas e Porto Belo – dos quais três tiveram todos os pontos considerados impróprios.
A Companhia destacou que tem trabalhado para “colaborar com a saúde pública e a qualidade de vida, além da conservação do ambiente e questões como a balneabilidade”. Porém, segundo a empresa, mesmo em locais em que a cobertura é de 90%, como em Canasvieiras, os problemas de balneabilidade são recorrentes, especialmente após períodos de chuvas.
A Companhia destaca ainda que – por meio de programas como o Floripa Se Liga na Rede e Trato Pelo Capivari – ficou demonstrado que “as ligações à rede coletora são ainda deficientes, assim como ainda é uma realidade a ligação de esgoto clandestino nas redes de drenagem”
“O que a Companhia pode garantir é que diariamente suas equipes trabalham para que a infraestrutura de saneamento seja operada de forma adequada, ao mesmo tempo que busca de forma incessante investimento para ampliar as redes de coleta e as unidades de tratamento na Capital”, complementou.