Até o momento, 199 pacotes de sementes, vindas de países asiáticos, já foram recebidas pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Casos de sementes, que chegaram a casa das pessoas sem serem solicitadas, foram registrados em 23 estados mais o Distrito Federal.
Sementes vieram com produtos de decoração compradas por morador de Jaraguá do Sul – Foto: Gabriel Zapella/DivulgaçãoSegundo a pasta, todos os pacotes são originários de países asiáticos, como China, Malásia e Hong Kong. O material está sendo enviado ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, em Goiânia, onde passará por análises.
A investigação tem como objetivo identificar se as sementes trazem riscos à saúde humana, à produção agrícola brasileira ou ao meio-ambiente. Por ser um número grande, ainda não há uma previsão de quando os primeiros resultados serão divulgados.
SeguirPacotes não devem ser abertos
O Mapa reforça, ainda, que as pessoas não abram os pacotes de sementes, não as plantem e nem as descartem no lixo. Isso porque ainda não se sabe os riscos que elas podem causar ao solo e a vegetação.
A orientação é de que, caso receba os pacotes, a pessoa entre em contato com a Superintendência Federal de Agricultura do Estado ou o órgão estadual de defesa agropecuária para providenciar o recolhimento do material.
O alerta vale para qualquer semente que chegue do exterior de qualquer país, não apenas da China. Ainda não é possível afirmar se a ação está relacionada a alguma estratégia de marketing de vendas por e-commerce.
Origem das sementes vai ser investigada – Foto: Gabriel Zapella/DivulgaçãoRisco de introdução de pragas ou doenças
Segundo o Mapa, a importação de vegetais sem autorização pode introduzir pragas ou doenças que não existem ou estão erradicadas no país, além de causar prejuízos econômicos. Para evitar o risco fitossanitário, a pasta atua no controle do e-commerce internacional para impedir essa entrada.
Só pode ingressar no país, sementes com as quais o Ministério tenha estabelecido requisitos fitossanitários com seus fornecedores.
Antes de autorizar a importação da semente de determinado país, uma análise de risco de pragas é realizada para saber as ameaças que aquele produto pode trazer.
Em Santa Catarina, morador de Jaraguá do Sul foi o primeiro caso
O primeiro caso de recebimento deste tipo de produto em Santa Catarina ocorreu em Jaraguá do Sul, no Norte do Estado. O morador realizou a compra de um objeto de decoração pela internet e, ao receber a encomenda, recebeu também outro pacote contendo duas embalagens com as sementes.
Segundo ele, as sementes tinham a aparência de “grãos de café”. Ele, então, procurou a Cidasc que fez o recolhimento.
Além de Santa Catarina, os estados que já registraram os misteriosos recebimentos foram: Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.