Sistema de fiscalização por drones utilizado em Florianópolis ganha prêmio nacional

Em um ano e meio de operações na Capital, a plataforma Monitora Floripa registrou mais de 1.200 ocorrências de obras irregulares e desmatamentos

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Há pouco mais de um ano, a fiscalização de obras irregulares e desmatamentos na Capital ganhou o reforço da tecnologia, com a implantação do sistema Monitora Floripa, que utiliza drones, satélite e imagens de inteligência artificial para vistoriar e identificar áreas com possíveis ilegalidades.

Apenas em 2021, segundo dados do município, foram realizados 1.800 voos e confirmadas 573 intervenções na paisagem por meio do sistema – Foto: PMF/Divulgação/NDApenas em 2021, segundo dados do município, foram realizados 1.800 voos e confirmadas 573 intervenções na paisagem por meio do sistema – Foto: PMF/Divulgação/ND

A plataforma foi desenvolvida pela empresa Horus e é utilizada pela SMDU (Secretaria de Desenvolvimento Urbano). Apenas em 2021, segundo dados do município, foram realizados 1.800 voos e confirmadas 573 intervenções na paisagem por meio da solução, que mostraram as ocorrências de desmatamento e alterações, e indicaram locais a serem fiscalizados pelas equipes do órgão. Em pouco mais de um ano de operações, desde agosto de 2019, quando começou as atividades na cidade, a plataforma identificou mais de 1.200 ocorrências.

As funcionalidades e o trabalho desenvolvido pelo sistema conquistaram, ainda neste mês, o prêmio Connected Smart Cities, na categoria “Negócios em Operação”.

De acordo com a SMDU, com suas diferentes ferramentas, o sistema identifica até 40% a mais de irregularidades em relação às antigas formas utilizadas para o monitoramento da cidade.

“Com o Monitora, nós conseguimos otimizar e incrementar o trabalho de fiscalização, chegando facilmente em locais de difícil acesso, e conseguindo identificar irregularidades de maneira rápida. Além disso, o sistema contribuiu para a modernização do serviço público em Florianópolis.  A premiação é o reconhecimento a todo esse trabalho desenvolvido na cidade”, destaca o secretário de Desenvolvimento Urbano, Nelson Mattos Jr.

Ele explica que, mensalmente, fiscais da SMDU têm à disposição uma plataforma on-line que reúne imagens de satélites. “Com inteligência artificial, facilmente identificam-se os pontos críticos que sofreram alteração de uma imagem para a outra e podem significar um desmatamento ou uma construção irregular”, acrescenta ele.

Mensalmente, os fiscais da SMDU têm à disposição uma plataforma on-line que reúne imagens de satélites – Foto: Divulgação/NDMensalmente, os fiscais da SMDU têm à disposição uma plataforma on-line que reúne imagens de satélites – Foto: Divulgação/ND

Parceria com o Crea-SC

Ainda por meio do Monitora Floripa, desde julho deste ano, o monitoramento destas áreas na cidade é reforçado pela parceria entre a Prefeitura da Capital e Crea-SC (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina.

O município e o conselho intensificaram a comunicação para unir forças na identificação e localização de áreas estratégicas passíveis de fiscalização, incluindo áreas de desmatamento, reflorestamento, cultivo de culturas, entre outras.

O secretário Nelson Gomes Mattos Jr. ressalta que a parceria ampliou o gerenciamento e cruzamento de informações. “Passamos a ter acesso a muitas irregularidades que hoje são constatadas pelo Crea e o conselho também tem acesso aos nossos dados, o que vai facilitar e melhorar muito todo o processo e os resultados alcançados”, afirma.

Segundo ele, a união de forças também ajuda a superar a principal dificuldade encontrada a hoje no combate a essas atividades e construções feitas de forma irregular. “Ainda existe um sentimento de impunidade por parte de algumas pessoas, que são poucas, mas ainda pensam assim. Estamos conseguindo, cada vez mais, mostrar que estas ações são vistas e não vão ficar impunes. Agora, além do Crea, vamos contar também com o reforço da Celesc, Casan, Deic (Diretoria Estadual de Investigações Criminais) e Ministério Público nestas fiscalizações, para que sejam realizados os encaminhamentos necessários a cada caso. Essa união de trabalho e esforços beneficia a todos e principalmente a sociedade, já que há a otimização de tempo, recursos, mão de obra e equipamentos”, explica.

Dados do Crea-SC deste ano mostram que de todas as obras fiscalizadas, cerca de 56.4% têm algum indício de irregularidade e a estimativa é de que 70% destas construções não possuam alvará.

Conforme determina a Lei Municipal nº 10.199, de 27 de março de 2017, a Prefeitura Municipal de Florianópolis informa que a produção deste conteúdo não teve custo, e sua veiculação custou R$2.000,00 reais neste portal.