A sucuri-verde do Bioparque Pantanal, duas vezes por semana, saí do tanque em que vive para tomar banho de sol. A cobra é conhecida como Gaby. Ela é acompanhada por profissionais durante a atividade que faz parte do trabalho de bem-estar aplicado nos animais do complexo de água doce.
A sucuri-verde do Bioparque Pantanal, duas vezes por semana, saí do tanque em que vive para tomar banho de sol. — Foto: Eduardo Coutinho/Bioparque PantanalA diretora-geral do empreendimento, Maria Fernanda Balestieri, explica que o local adota o conceito e as melhores práticas dos considerados bons zoológicos e aquários. “Antes de tudo, prezamos pela saúde e bem-estar dos animais. Aqui, o instinto e a vontade dos animais são respeitados”.
O banho de sol é uma das etapas do protocolo de manejo da serpente e para que ele seja feito da forma menos estressante possível para o animal, são aplicadas estratégias, sendo uma delas o condicionamento operante, conforme explica a bióloga-chefe do Bioparque Pantanal, Carla Kovalski.
Seguir“Dentro dessa estratégia, nós fazemos com que a Gaby entre e saia sozinha da caixa de transporte que nós levamos até o recinto e depois até o deck, onde acontece seu banho de sol”.
Adrieli Marcacini é bióloga do complexo e também acompanha o banho de sol da sucuri, ela pontua que cada indivíduo tem um comportamento único e necessidades específicas.
“Outra coisa muito importante é o contato com a natureza, num ambiente externo, um pouco mais aberto, onde ela tem diferentes estímulos, sonoros, visuais, olfativos. Com tudo isso ela consegue expressar um comportamento mais natural”.
O protocolo que está sendo desenvolvido servirá de embasamento para profissionais de empreendimentos da mesma natureza, na prática de bem-estar animal.
Todos os profissionais envolvidos no trabalho de manejo da sucuri Gaby passaram por capacitações específicas para manejo de serpentes e estão aptos para a atividade.
Considerada uma das principais atrações do complexo de água doce, a sucuri Gaby tem aproximadamente 3 metros de comprimento e veio do Pará, após resgate.
Hoje ela está adaptada ao novo ambiente sob cuidados humanos e condicionada, voltar para a natureza seria um risco, como assegura Carla Kovalski.
“Poderia ser uma presa fácil e ter dificuldades para caçar, mas aqui nós sempre estimulamos os comportamentos naturais dela, para que se sinta bem”.