Quase um mês após a interdição do rio São João, em Garuva, a cidade do Norte de Santa Catarina anunciou que a análise da água feita à época mostrou que as substâncias encontradas estão dentro dos parâmetros de segurança permitidos pelo Ministério da Saúde. Ainda assim, segue a recomendação para que a água não seja utilizada.
Um mês após acidente, rio São João continua interditado – Foto: Divulgação/NDO rio está interditado desde 16 de fevereiro, quando uma carreta carregada com 32 mil litros de ácido sulfúrico tombou na BR-376, despejando o líquido que acabou alcançando um córrego a poucos metros do rio da Santa que, por sua vez, desemboca no rio São João.
À época do acidente, uma análise inicial divulgada pela Secretaria de Saneamento Ambiental mostrou que o rio estava contaminado com altas concentrações de alumínio e enxofre, além de apresentar pH ácido. Peixes morreram logo após a interdição.
SeguirNa análise divulgada pela prefeitura nesta semana, foi constatada a presença de cromo, arsênio, alumínio e outras substâncias que podem ser decorrentes, inclusive, de outros acidentes com produtos químicos, já que esses são recorrentes perto do rio São João.
Segundo o município, no entanto, elas não estão acima da concentração máxima permitida, o que tornaria a água imprópria. A Secretaria de Saneamento Ambiental ainda analisa possíveis riscos oferecidos pela combinação de diferentes substâncias na água, mesmo que estejam dentro do limite permissível pela legislação vigente.
Por isso, o município mantém a recomendação para que a água não seja utilizada para consumo, banho e pesca até agosto, quando o cronograma de análises de água, solo e fauna do rio será concluído. O rio São João não é utilizado para o abastecimento de água da cidade.