Veja onde são as ilhas de calor que já atingiram 41°C em Florianópolis

Estudo da UFSC analisa dados dos satélites da Nasa para verificar as regiões mais quentes da Capital

Redação ND Florianópolis

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Um projeto de iniciação científica do curso de Meteorologia da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) analisou as ilhas de calor — os hotspots — de Florianópolis, onde há locais que já atingiram 41°C .

Ilhas de calor são registradas em Florianópolis- Foto: Felipe Alves/NDIlhas de calor são registradas em Florianópolis- Foto: Felipe Alves/ND

As regiões mais quentes, verificadas em 7 de janeiro de 2020, ocorrem no Continente (Oeste do domínio) e na região central de Florianópolis (Oeste da Ilha de Santa Catarina).

As análises mostram, ainda, que as duas regiões com maior temperatura de superfície correspondem ao terminal rodoviário de Florianópolis, a sudoeste da Ilha, e o IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina) na região central.

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O estudo assinado pela aluna Natacha Pires Ramos e pelo professor Renato Ramos da Silva usou dados de alta resolução para verificar as regiões mais quentes da Capital, a partir de informações dos satélites da série Landsat, desenvolvida pela Nasa.

Mapa da temperatura da superfície na região de Florianópolis – Foto: UFSC/Reprodução/NDMapa da temperatura da superfície na região de Florianópolis – Foto: UFSC/Reprodução/ND

“Com a constante urbanização e aquecimento global, as cidades têm registrado temperaturas cada vez mais altas. Com a disponibilidade de novas técnicas de estimativas de temperatura de superfície (TS), decidimos aplicar esta análise para detectar as regiões mais quentes”, afirmou Ramos da Silva, docente do Departamento de Física e supervisor do Laboratório de Clima e Meteorologia.

As ilhas de calor representam as áreas do município onde a temperatura se mostra maior do que em locais mais afastados dos grandes centros urbanos, sendo diretamente influenciadas pelos tipos de superfície destas regiões.

Segundo os pesquisadores, identificar esses pontos é importante porque possibilita criar “um monitoramento que poderá dar subsídios importantes em políticas públicas nestas áreas”.

“As administrações municipais poderão atuar pontualmente nos locais de maior temperatura com objetivo de amenizar seus efeitos. A análise de temperaturas de superfície das regiões que se diferem de acordo com sua cobertura em um mesmo município impacta diretamente na qualidade de vida das pessoas que vivem naquele ambiente”, diz o professor.

Mapa da temperatura da superfície na região central de Florianópolis – Foto: UFSC/Reprodução/NDMapa da temperatura da superfície na região central de Florianópolis – Foto: UFSC/Reprodução/ND

Já em relação às temperaturas mais frias foram verificadas na a região da Lagoa da Conceição, no Leste da Ilha, com 29°C também em 7 de janeiro de 2020.

Conforme o estudo, as ilhas podem ocorrer devido à diferença do tipo de superfícies das regiões. As diferentes propriedades térmicas dos materiais usados na transformação da superfície das ilhas de calor influenciam diretamente no balanço de radiação daquele local. Isso faz com que a região tenha temperaturas de superfície mais altas de comparadas aos locais adjacentes com maior cobertura vegetal.

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