Mais um meteoro ‘bola de fogo’ foi flagrado no céu de Santa Catarina pela estação de monitoramento JJS/SC Bramon de Monte Castelo, Planalto Norte do Estado.
Flagrante dos meteoros – Foto: Jocimar Justino de Souza (Membro BRAMON)Segundo o astrônomo Jocimar Justino de Souza, a bola de fogo foi vista cruzando o céu de pelos menos quatro estados brasileiros na noite do dia 25/07 por volta das 21h40.
“Aparentemente se trata da reentrada de lixo espacial. Em certo momento do vídeo, é possível observar que a bola de fogo se divide em três pedaços”, explicou Jocimar Justino de Souza.
SeguirO trajeto foi flagrado inicialmente pela câmera Sul da estação de monitoramento JJS/SC Bramon de Monte Castelo.
VEJA VÍDEO: Bola de fogo é flagrada no céu
Vídeo: Jocimar Justino de Souza (Membro BRAMON)
A mesma câmera também flagrou um meteoro (causado por pequenas rochas espaciais) no mesmo momento. É possível notar a diferença de velocidade entre os dois objetos, sendo o lixo espacial muito mais lento, continua o astrônomo.
“A velocidade mais baixa é um indício de que se trata de lixo espacial. Geralmente, existem previsões de local e hora de reentrada de lixo espacial. Então, é algo que facilita na identificação. Por outro lado, nesse caso, o local e data não batem com as reentradas previstas para essa data à princípio. Então, ainda não sabemos que tipo de lixo espacial era”, complementa Jocimar Justino de Souza.
Existe também a possibilidade de que seja também um meteoro Earthgrazer, um tipo de meteoro raro que passa de “raspão” na atmosfera terrestre devido ao ângulo que ele vem de encontro ao planeta.
“Meteoros desse tipo geralmente retornam ao espaço e têm duração longa podendo atravessar o céu de uma ponta à outra”, ensina.
Para desvendar esse enigma, a Bramon está analisando cuidadosamente as imagens.
Ainda não foi feita a triangulação dos dados com os registros de outras estações de monitoramento. Isto porque, em razão do tempo encoberto por nuvens ou neblina, muitas estações de outras cidades não registraram esse evento.
“A triangulação permite a obtenção dos dados com uma maior precisão, o que pode ajudar a desvendar se é uma coisa ou outra. Tanto rochas espaciais quanto objetos feitos pelo homem entrando na atmosfera em alta velocidade causam o brilho que é conhecido por meteoro. A principal diferença entre lixo espacial e meteoroides vindos de lugares distantes do sistema solar é a velocidade. As rochas espaciais geralmente são muito mais rápidas”, detalha o astrônomo.
Por isso, o indicativo inicial é de que se trata de lixo espacial.
Flagrantes dos meteoros – Foto: Jocimar Justino de Souza/Divulgação NDDe Monte Castelo, o evento pôde ser observado durante cerca de 2 minutos e meio e também foi registrado pelas câmeras Oeste e Norte.