Um meteoro explosivo cruzou o céu de Santa Catarina na noite desta quarta-feira (31/8). Segundo o astrônomo Jocimar Justino, da Estação de Monitoramento de Meteoros de Monte Castelo, no Planalto Norte, o fenômeno foi registrado entre as nuvens. Ocorreu por volta das 21h55.
Foto: Jocimar Justino, integrante da BRAMON/Estação de Monitoramento de Meteoros de Monte Castelo/Divulgação NDVEJA VÍDEO DO METEORO REGISTRADO 31/8
Vídeo: Jocimar Justino, integrante da BRAMON/Estação de Monitoramento de Meteoros de Monte Castelo/Divulgação ND
O meteoro explosivo pôde ser visto a olho nu de todas as regiões catarinenses onde não estava totalmente nublado. O fenômeno também foi flagrado pelo Observatório Heller & Jung de Taquara, no Rio Grande do Sul.
SeguirSegundo uma análise preliminar feita com os dados das Estações Bramon de Monte Castelo/SC e de Taquara/RS, pode-se dizer que a rocha espacial entrou na atmosfera em um ângulo de cerca de 50°. Iniciou o brilho sobre o município de Caçador, Meio-Oeste catarinense, a uma altitude de cerca de 90 km e explodiu pouco depois a cerca de 72 km de altitude já sobre o município de Água Doce/SC.
A velocidade observada foi de cerca de 82 mil km/h. Esses detalhes foram revelados após a triangulação das imagens das estações de Monte Castelo e Taquara/RS.
“Esse tipo de meteoro explosivo é conhecido por Bólido. É quando o meteoro explode causando uma mudança repentina na intensidade do brilho. A explosão dele está ligada, entre outros fatores, com a velocidade e o ângulo que ele entra na atmosfera”, explicou Jocimar Justino.
Se o ângulo for muito grande em relação ao solo, ele acaba atingindo as camadas mais densas da atmosfera mais rapidamente, continuou o astrônomo.
“Seria como mergulhar de barriga numa piscina”, compara Justino, descrevendo que o choque é grande e isso é um dos fatores que pode causar a explosão.
Outros meteoros com ângulos menos acentuados costumam ficar mais tempo visíveis e ter uma trajetória mais longa, como esse abaixo, indicou o astrônomo que cuida da Estação de Monte Castelo. O fenômeno foi registrado na terça-feira (27/8) por uma das estações de Florianópolis também.
VEJA O METEORO REGISTRADO DIA 27/8
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