VÍDEO: sagui é flagrado devorando cesta de frutas em Florianópolis

Espécie chegou a Santa Catarina por meio de tráfico de animais silvestres; além de provocar desequilíbrio ecológico, sagui pode ser um transmissor de doença

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Redação ND Florianópolis

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Uma cena bastante incomum surpreendeu quem passava pelo Morro da Cruz, em Florianópolis, na manhã desta quinta-feira (13). Na estrada rodeada por vegetação um sagui, que é uma espécie de macaco de pequeno porte, foi visto devorando os alimentos deixados como um presente numa cesta.

Entre uma mordida e outra, o primata vigiava os arredores, desconfiado. Uma penca de banana e cachos de uva estavam contidas na cesta de palha, decorada com um lacinho vermelho.

Não se sabe quem deixou a cesta no local, e nem o motivo. Mas o IMA (Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina) recomenda não alimentar saguis, não deixar alimentos expostos e proteger as lixeiras.

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Espécie invasora

Macaco bastante carismático e esperto, o sagui é uma atração a parte no parque do Morro da Cruz. Mas cabe ressaltar que ele integra a lista de espécies exóticas invasoras publicada pelo IMA. Seu habitat natural é a região Norte, Nordeste e Sudeste do Brasil.

O sagui chegou ao território catarinense em razão do tráfico de animais silvestres. A comercialização de saguis também contribui para a presença do primata na região, uma vez que muitos indivíduos são criados como animais domésticos.

Por ser exótico, o sagui não possui um predador natural na região. A situação contribui para o desenvolvimento de uma superpopulação do primata. Territorialista, sua presença também contribui para a expulsão de espécies nativas e o desequilíbrio ecológico, levando a perda de biodiversidade e homogeneização das espécies.

Lei

Uma portaria publicada em junho de 2020 pelo IMA estabeleceu que a introdução de novas espécies de sagui no Estado está proibida. Também ficou definido que os indivíduos remanescentes em cativeiros comerciais devem ser destinados adequadamente, e os legalizados em cativeiro doméstico devem ser microchipados e esterilizados.

A população, ressalta o IMA, deve tomar cuidado com o primata pois ele transmite doenças e pode apresentar comportamento agressivo.

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