Designer catarinense com ateliê em Florença faz joias que valorizam partes incomuns do corpo

Com titânio e pedras preciosas, designer aposta em peças minimalistas e gender free

Julia S. Schaefer Blumenau

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A catarinense Giselle Effting, de 36 anos, é um belo sinônimo de determinação e sucesso. Nascida em Blumenau, no Vale do Itajaí, decidiu seguir carreira de modelo fora do Brasil aos 18 anos. Morou em nove países e se tornou uma designer de sucesso, com ateliê em Florença, na Itália. Hoje ela desenvolve joias de luxo que valorizam partes incomuns do corpo.

Giselle Effting tem 36 anos e possui ateliê de joias de luxo em Florença, na Itália – Foto: Lucy Clark/NDGiselle Effting tem 36 anos e possui ateliê de joias de luxo em Florença, na Itália – Foto: Lucy Clark/ND

Gender free, minimalismo e luxo

A designer catarinense conta que se inspira em movimentos do corpo e busca valorizar partes incomuns nas peças. “Como eu era modelo as formas do corpo eram sempre muito presentes. E eu quis desenvolver partes menos, digamos, admiradas”, diz.

Entre as peças é possível ver brincos que passam por trás da orelha, uma coroa que, diferente das demais, exalta a parte de trás da cabeça, pulseira que valoriza o palmo da mão, entre outras peças. A designer desenvolve as produções com pedras preciosas e titânio.

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“Tanto que a maioria dos modelos que eu uso não são modelos, são pessoas comuns”, ressalta.

Veja peças

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    Peças são feitas de titânio com pedras preciosas - Simon Contreras Iori/ND
    Peças são feitas de titânio com pedras preciosas - Simon Contreras Iori/ND
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    Giselle conta que todas as peças são inspiradas em traços do corpo humano - Simon Contreras Iori/ND
    Giselle conta que todas as peças são inspiradas em traços do corpo humano - Simon Contreras Iori/ND
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    Joias de luxo destacam partes incomuns do corpo, como a coroa que evidencia a parte de trás da cabeça - Simon Contreras Iori/ND
    Joias de luxo destacam partes incomuns do corpo, como a coroa que evidencia a parte de trás da cabeça - Simon Contreras Iori/ND
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    Peças minimalistas buscam traços diferentes - Simon Contreras Iori/ND
    Peças minimalistas buscam traços diferentes - Simon Contreras Iori/ND
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    Giselle também aposta em peças gender free - Simon Contreras Iori/ND
    Giselle também aposta em peças gender free - Simon Contreras Iori/ND
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    Brinco passa pela parte de trás da orelha - Lucy Clark/ND
    Brinco passa pela parte de trás da orelha - Lucy Clark/ND
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    Peça valoriza a palma da mão. Segundo Giselle, as peças são desenvolvidas em cima do corpo - Lucy Clark/ND
    Peça valoriza a palma da mão. Segundo Giselle, as peças são desenvolvidas em cima do corpo - Lucy Clark/ND

História

Giselle saiu de Blumenau aos 15 anos e foi morar em São Paulo para iniciar carreira de modelo. Ficou três anos para terminar os estudos, e partiu para o mundo. De lá para cá, já morou no México, China, Paris, Malásia, Singapura, Tailândia, entre outros países. Mas chegou o momento em que ela entendeu que a carreira como modelo teria prazo de validade.

“Cansei de morar dentro de uma mala e fiz base em Hong Kong”, disse. E foi aí, ainda como modelo, que passou a se interessar por joias. “Comecei a fazer vários trabalhos de joias, desfiles, e começou a despertar o interesse”, conta.

Depois disso, decidiu estudar diamante e pedras preciosas no Instituto Gemológico da América (GIA). Uma amiga da catarinense era casada com um israelense que tinha um negócio de família para vender pedras preciosas. Foi aí que ela começou a vender pedras, e viu a necessidade de desenhar joias. “Antes eu tinha que indicar o cliente para um designer”, relata.

Apareceu a oportunidade de fazer um estágio em uma empresa famosa de joias de luxo em Hong Kong. Nesta empresa Giselle trabalhou três anos, passando por vários departamentos e aprendendo tudo sobre o design, conceito e desenvolvimento de joias finas.

Mudanças na vida e rotina de Giselle, além da dificuldade da distância por viver na China fizeram ela ir para Florença, na Itália, onde se formou em Fine Arts com Major em joias. Quando finalizou os estudos, com muito esforço, montou seu primeiro ateliê.

“Daí eu me joguei, peguei um espaço pequenininho primeiro e agora maior. Ano passado mudei para um ateliê maior. Fiz o site e comecei a vender online, fiz propaganda e começou a ir. De boca a boca começou a ir”, diz. Duas semanas atrás eu participei da primeira feira.

Designer catarinense fazendo a primeira participação em feira de joias  – Foto: Divulgação/Giselle EfftingDesigner catarinense fazendo a primeira participação em feira de joias  – Foto: Divulgação/Giselle Effting

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