Azymuth: goleada da música brasileira nos palcos de Floripa

Jazz, Soul, Samba: a lendária banda Azymuth é um verdadeiro Dream Team da música brasileira

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Será que dá pra imaginar Cristiano Ronaldo, Messi e Ronaldinho Gaúcho no mesmo time? Ou Michael Jordan, Oscar Schmidt e Bill Russel em uma equipe de Basquete? Ayrton Senna, Lewis Hamiltom e Shumacher na mesma escuderia, acelerando nas pistas? A banda brasileira Azymuth é mais ou menos isso.

Eu gosto de falar de esporte e de música aqui na Arena NDmais. O trio Azymuth é uma das mais influentes bandas da história da música mundial. São mais de 40 álbuns em uma carreira que se estende por mais de 50 anos. A banda é tipo uma “campeã do mundo”, e já se apresentou em todos os continentes.

Golaço Musical: banda Azymuth se apresenta em Floripa no dia primeiro de abril – Foto: Marcus SchaefferGolaço Musical: banda Azymuth se apresenta em Floripa no dia primeiro de abril – Foto: Marcus Schaeffer

Combinando soul, funk e jazz com o Samba, o Azymuth é responsável por criar um som e estilo próprio, apelidado pelos gringos de “Samba Doido” ou “CrazySamba”.

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O Azymuth já ‘jogou’ nos maiores gramados do mundo. Se apresentou nos maiores palcos do planeta, como o palco principal do Montreux Jazz Festival e no North Sea Jazz Festival; passou pelo Deckmantel, fazendo um groove no Blue Note em NovaYork, Tóquio ou Milão. Atuou no Ronnie Scott’s em Londres, no Vienna’s intimate Birdland Club e foi “goleada”.

1960, Rio de Janeiro, Brasil 

A cena da Bossa Nova e do Jazz estava emergindo. O Rio era o melhor destino para as celebridades do mundo. Copacabana era o centro da criatividade e eles se conheceram tocando no Canecão.

Se juntaram e enquanto tocavam como músicos em boates da época, José Roberto Bertrami, Ivan Conti e Alex Malheiros decidiram começar a gravar juntos como nome de Projeto 3.

Era início dos anos 70 e o cantor Marcos Valle convidou o trio para gravar um LP da trilha sonora que homenageava o grande piloto de Fórmula 1 brasileiro, Emerson Fittipaldi, o álbum “O Fabuloso Fittipaldi”.

A primeira gravação do grupo Azymuth foi um compacto de quatro faixas pela Polydor, que passou a ser usado em uma novela de sucesso. A venda dos discos acompanhou o sucesso e a enorme popularidade do programa.

A partir de então seguiram para a gravação do primeiro LP do trio, lançado pela Som Livre, que incluía o sucesso ‘Linha do Horizonte’ (usada também em outra novela de grande sucesso).

Este LP contou com outros clássicos como ‘Manhã’ (um standard na cena dos clubes de Londres) e ‘Faça de Conta’. O som único do Azymuth então nascia.

O segundo álbum

‘Águia Não Come Mosca’ foi um sucesso ainda maior. O disco foi lançado também nos Estados Unidos e Japão pela gravadora Atlantic Records, levando o Azymuth para a cena internacional.

O LP levou o grupo a assinar com o selo norte americano Milestone Records. Eles estavam apenas fazendo a sua própria música, na ideia dos músicos, apenas uma MPB (Música Popular Brasileira) com um toque de jazz. Na realidade, era um som que apresentava muito mais.

Em 1979, o primeiro lançamento pela Milestone Records se tornou um dos LPs mais vendidos da gravadora. O disco apresentava o hit internacional ‘Jazz Carnival’.

A gravadora lançou um single da faixa que vendeu mais de 500.000 cópias internacionalmente e permaneceu no top 20 britânico durante oito semanas.

O Azymuth gravou uma série de álbuns pela Milestone e se estabeleceu como uma das grandes bandas de jazz do mundo.

Eles tocaram em muitos importantes palcos, como o Montreux Jazz, Playboy JazzFestival, Berkeley Festival, ConcertByThe Sea, Monterrey Jazz Festival, Washington Park, Circus Teather, Palladium London, Quartier Latin, Brazilian Fest Berlin,Athennas, Tijuana Jazz Festival, Free Jazz Festival Rio e São Paulo, Deckmantel, We Out Here, Greccos e BrahmaExtra.

Tocaram e trabalharam com músicos como Deodato, Stevie Wonder, Sarah Vaugham, Joe Pess, Mark Murphy, Ivan Lins, Milton Nascimento, Elis Regina, Gal Costa, Simone, Erasmo Carlos, Airto Moreira e Flora Purim.

Em 1995, Joe Davis produtor executivo da gravadora inglesa FarOut Recordings foi apresentado ao Azymuth, durante a gravação de um projeto no Rio. Pouco tempo depois, Joe convidou o grupo para gravar um disco pela gravadora.

Em 1996, o disco ‘Carnival’ foi lançado com excelentes críticas e elogios. Desde 1996 o som do Azymuth vem ganhando uma nova geração de fãs por todo o mundo.

Através de seus shows energéticos e remixes produzidos por alguns dos mais interessantes produtores/DJs do mundo (Roni Size, 4 Hero, Jazzanova, Theo Parish, Kenny Dope) eles se tornaram mais uma vez, uma força importante na cena jazz underground.

‘A original orquestra de três mestres’, como é citado no mundo, o Azymuth criou o disco mais atraente desde as gravações do primeiro compacto ‘Azimuti’ e ‘Light As A Feather’, criando uma sonoridade clássica, ouvida antes nos clássicos ‘JazzCarnival’, ‘Partido Alto’ e ‘Dear Limmertz’.

No próximo sábado, dia primeiro de abril de 2023, a banda toca no JAZZINN Gastrobar, no Beiramar Shopping, em Florianópolis, Santa Catarina.

O sábado tem Balanço Geral e a terceira eliminatória do Canta+na tela da NDTV Recordtv, tem Feijoada do Cacau e show do Azymuth.

“Tamo preparado para a jornada, venha!!!”