Cantora de Forró que estava na UTI, morre em decorrência de fibrose pulmonar; veja

Rita de Cássia lutava contra um quadro de fibrose pulmonar, confira sobre a causa da morte da cantora e quais são as principais características da doença

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Redação ND Florianópolis

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A cantora e compositora Rita de Cássia morreu na noite de terça-feira (3), aos 50 anos. Segundo o empresário da artista, Fernando Ivo, ela estava internada na unidade de terapia intensiva (UTI) de um hospital particular em Fortaleza, e lutava contra um quadro de fibrose pulmonar idiopática.

Rita de Cássia morre aos 50 anos, em Fortaleza – Foto: @euritadecassia/Instagram/Divulgação/NDRita de Cássia morre aos 50 anos, em Fortaleza – Foto: @euritadecassia/Instagram/Divulgação/ND

Responsável por composições de sucesso, como “Saga de um vaqueiro” e “Meu Vaqueiro, Meu Peão”, Rita possui mais de 500 composições e era considerada uma das maiores compositoras de forró do Brasil.

Natural de Alto Santo, no Ceará, Rita teve suas composições gravadas pelas bandas Mastruz com Leite e Aviões do Forró. Em 2010, a Festa de São João de Campina Grande, a nomeou como “Maior Compositora de Forró” e a música “Saga de um vaqueiro” de “Melhor Música da Década”.

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O perfil oficial da Banda Mastruz com Leite, falou sobre o talento e virtudes da cantora. “Pra viver eternamente! Suas palavras, suas músicas, sua voz doce, seu sorriso aberto… tudo isso fazem parte da nossa história e serão lembrados por nós todos os dias. (…)”.

Entenda o que é fibrose pulmonar

Segundo o Ministério da Saúde do Brasil, a fibrose pulmonar idiopática é uma forma crônica e progressiva de pneumonia, ou seja, é uma forma de doença com uma cura demorada que avança pelos pulmões.

A doença causa cicatrizes nos pulmões e dificulta a respiração – Foto: Harold R. Collard/ Manual MSD/Reprodução/NDA doença causa cicatrizes nos pulmões e dificulta a respiração – Foto: Harold R. Collard/ Manual MSD/Reprodução/ND

Além disso, a doença causa cicatrizes nos pulmões, que endurecem o tecido pulmonar, assim dificultando a respiração. De acordo com o Ministério da Saúde, o termo idiopático é utilizado quando as causas da enfermidade são desconhecidas.

Os maiores sintomas são tosses secas, falta de ar e fadiga ao realizar pequenos esforços. Atingindo principalmente homens de 50 anos, os sintomas costumam piorar com o passar do tempo e podem estar associada ao tabagismo.

Desenvolvimento da doença

Atualmente não existem estudos descrevendo o número de pacientes que possuem a doença no Brasil, porém na maioria das vezes, a evolução da doença é devagar e progressiva. Levando a grave dificuldade de respirar, a enfermidade pode levar a morte.

Tratamento no SUS

O Ministério da Saúde não possui PCDT (Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas) para tratamento da fibrose idiopática.

Os tratamentos disponíveis no SUS (Sistema Único de Saúde) são morfina, corticoterapia, oxigenoterapia e antitussígenos pretendendo o manejo e controle dos sintomas da enfermidade. Também existe a possibilidade de realização do transplante de pulmão.

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