Lucas Cesar Lima Silveira, vocalista da banda Fresno, conversou com exclusividade com o portal ND+ nesta quinta-feira (6). Com show marcado para este sábado (8), no Hard Rock Live, em São José, na Grande Florianópolis, o cantor disse que comemora a apresentação na cidade e destaca: movimento emo tem crescido.
Banda se apresenta no palco do Hard Rock Live Florianópolis neste sábado (8). – Foto: Jimmy Carreiro/Divulgação/NDSobre o crescimento o cantor elenca dois motivos principais para o público voltar a ouvir o estilo musical. Um deles é o sentimento de nostalgia. Ou seja, pessoas que quando eram mais novas escutavam o ritmo e agora retornam para estas origens buscando sentir novamente as sensações de quando eram mais novos.
No entanto, esse não é o único motivo. Para o cantor há pessoas mais novas que querem ouvir rock. O artista lembra que o último grande movimento do rock dentro e fora do Brasil foi o movimento emo.
Seguir“Nossos álbuns estão com muito mais força agora. Tem uma molecada mais nova que está querendo ouvir mais rock. Mesmo quem não faz rock e veio do Trap e eletrônico acaba bebendo dessa fonte”, ressalta.
Show em São José
“Floripa é a cidade mais perto de Porto Alegre mas que não conseguimos ir muitas vezes. Sempre que vamos, ficamos muito felizes. Principalmente em um show grande e com outras bandas que curtimos muito e nos identificamos”, disse.
Além de Fresno, outros gigantes do rock vão se apresentar no palco do Hard Rock Live Florianópolis. São eles: CPM 22, Detonautas e Di Ferrero.
O cantor disse que a apresentação não poderia ser em um momento melhor. Ele se refere ao lançamento do último álbum da banda, o “Vou Ter Que Me Virar”, em 2021, e o crescimento do público.
Novo clipe
O mais novo clipe lançado pela banda há três semanas tem dado o que falar. A música já conta com 211 mil visualizações no Youtube. Confira o clipe:
De acordo com o vocalista, de onde veio a produção há mais músicas que podem ser exploradas no novo disco. Como antecipação do que está por vir, o artista contou que mesmo com o sucesso do álbum, mais músicas continuam sendo escritas pela banda.
Nunca estivemos tão bem
“Nunca estivemos tão bem. Crescemos muito na pandemia. Ganhamos muito público. O saudosismo da galera cresceu muito nesse período. As pessoas ficaram dois anos sem ir aos shows e agora querem ir em todos. Os maiores shows da nossa vida estão acontecendo agora”, declarou o vocalista.
Na avaliação do cantor a banda ganhou público o crescimento de público na pandemia veio de transmissões ao vivo que traziam conversas, músicas, jogos, e interações com seguidores na internet.
Nos dias 21 e 22 de setembro a banda se apresentou em Lisboa, Portugal no Music Box. Alguns dias depois, 25 de setembro, a apresentação foi em Dublin, na Irlanda. Em ambas os artistas atingiram a lotação máxima da casa das casas de show.
“Os shows pareciam em cidades brasileiras de tanto público. Nós pensamos: ‘vamos precisar voltar e fazer mais apresentações’”, fala.
Transformações da banda
Para encerrar o bate-papo, quando questionado sobre transformações musicais da banda, o vocalista contou que em cada novo álbum a Fresno demonstrou uma característica diferente.
“Há coisas que vamos conhecendo conforme o tempo. Um dos grandes segredos para o que a gente vive é que nós nunca paramos. Quem escuta cada álbum sabe que realmente temos uma sequência”, finalizou.
Vocalista destaca que quem escuta cada um dos álbuns pode sentir transformações musicais da banda – Foto: Camila Cornelsen/Divulgação/NDShow
Os artistas que dividem o palco com Fresno, são atrações confirmadas na edição catarinense do festival Rock Session. São Paulo e Curitiba estão ao lado de Florianópolis como destinos das apresentações.
A abertura da casa será às 16h e os ingressos para o show estão disponíveis neste link.
Sobre a banda
Formada em 1999, em Porto Alegre (RS), a Fresno trilhou uma carreira que a coloca em um lugar único no panorama do rock brasileiro. “Único” pelo fato de que nem a banda nem seu público se prenderam a serem representados por hits de rádio de uma década atrás. Auto-gerida desde a saída de uma major, a banda passou a produzir os seus próprios álbuns, trazendo novas referências a cada um deles, expandindo sua paisagem sonora que, hoje, é tão ampla quanto se pode ser.
O álbum ‘Sua Alegria Foi Cancelada’ (2019), por exemplo, trouxe uma nova guinada sonora, com sintetizadores analógicos distorcidos e guitarras – ora ásperas, ora espaciais – sublinhando os versos entoados por Lucas Silveira, mais sinceros e desoladores que nunca.
Em 2021, a Fresno vasculhou o seu HD e apresentou aos fãs a playlist INVentário. Com 21 faixas lançadas ao longo de 45 dias, o projeto apresentou camadas, possibilidades e formatos ainda não experimentados pelo grupo até aqui.
No dia 5 de novembro, um novo capítulo se iniciou, com o lançamento do nono disco da discografia do, agora, trio – formado por Lucas Silveira (vocais e guitarra), Gustavo Mantovani (guitarra) e Thiago Guerra (bateria). Intitulado Vou Ter Que Me Virar, o novo álbum traz a participação de Lulu Santos.